Link falso: 10 sinais para identificar um golpe antes de clicar

Link falso 10 sinais para identificar um golpe

Mensagens fraudulentas podem imitar bancos, órgãos públicos, lojas e até pessoas conhecidas. Aprenda a reconhecer os principais sinais de phishing e saiba o que fazer caso tenha clicado em um endereço suspeito.

Uma mensagem chega ao celular informando que existe um problema urgente: uma conta será bloqueada, um benefício pode ser suspenso, uma compra precisa ser confirmada ou existe um valor esperando para ser resgatado.

Logo abaixo aparece um link.

É justamente nesse momento que uma atitude simples pode evitar um grande prejuízo: não clicar imediatamente.

Esse tipo de abordagem é comum em golpes conhecidos como phishing, nos quais criminosos tentam convencer a vítima a acessar páginas falsas, fornecer senhas, dados pessoais ou bancários ou realizar alguma operação financeira.

O golpe não depende necessariamente de uma mensagem mal escrita. Algumas tentativas reproduzem logotipos, nomes de empresas, números de processos e até a aparência de comunicações oficiais.

Em setembro de 2026, por exemplo, o Inmetro alertou para falsas notificações de fiscalização que apresentavam número de processo, possíveis penalidades, prazo para regularização e um botão para acessar uma suposta notificação. O documento não havia sido emitido pelo instituto.

Por isso, identificar uma fraude exige atenção a vários sinais.

O que é phishing?

Phishing é uma fraude baseada principalmente em engenharia social.

O criminoso cria uma situação aparentemente verdadeira para induzir a vítima a realizar determinada ação: clicar em um link, abrir um arquivo, informar uma senha, preencher dados pessoais ou efetuar um pagamento.

O Ministério das Comunicações alerta que essas tentativas podem chegar por SMS, e-mail, aplicativos de mensagens e outros canais. Entre os exemplos estão falsos avisos de contas atrasadas, suspensão de serviços e supostos reembolsos.

A página acessada pela vítima pode inclusive imitar o site verdadeiro de uma empresa ou instituição.

1. A mensagem tenta provocar medo ou urgência

“Seu benefício será bloqueado.”

“Última oportunidade.”

“Regularize nas próximas duas horas.”

“Compra suspeita detectada.”

Criar pressão reduz o tempo que a pessoa tem para pensar. Quanto maior a urgência, maior deve ser a cautela.

2. Pedem senha ou informações confidenciais

Desconfie de mensagens que solicitem senha, código de segurança, dados bancários ou outras informações sensíveis.

O INSS, por exemplo, informa que não solicita transações bancárias, informações sensíveis ou senhas por mensagens ou ligações.

3. O endereço parece verdadeiro, mas existe alguma diferença

Um site falso pode utilizar um endereço semelhante ao original, trocando uma letra, acrescentando uma palavra ou utilizando outro domínio.

Não basta observar o logotipo apresentado na página.

Antes de informar qualquer dado, confira cuidadosamente o endereço eletrônico.

4. A mensagem oferece dinheiro, prêmio ou vantagem inesperada

Reembolso, prêmio, benefício, restituição e valores esquecidos são temas capazes de despertar curiosidade.

O Banco Central alerta, por exemplo, que não envia links nem entra em contato com cidadãos para tratar de valores a receber ou confirmar dados pessoais.

5. Existe ameaça de multa, bloqueio ou punição

Golpistas também utilizam o medo de sofrer alguma penalidade.

O caso identificado pelo Inmetro é um exemplo: a falsa comunicação mencionava fiscalização, penalidades e prazo para regularização. A orientação do instituto foi não clicar nos links, não fornecer informações e não realizar pagamentos com base naquela abordagem.

6. O remetente não corresponde à instituição

Um nome conhecido aparecendo na tela não garante que a mensagem seja verdadeira.

Confira o endereço completo do remetente e, principalmente, não utilize os próprios dados de contato fornecidos na mensagem suspeita para fazer a verificação.

Procure a empresa ou instituição por seus canais oficiais.

7. Pedem para instalar aplicativo ou executar algum procedimento no celular

Esse é outro sinal de alerta.

O Banco Central recomenda desconfiar de supostos funcionários de bancos que enviam links ou documentos e pedem que o cliente realize procedimentos de segurança no aparelho. A orientação é interromper o contato e procurar diretamente os canais oficiais da instituição financeira.

8. O pedido financeiro foge do comportamento normal da pessoa

Uma mensagem de alguém conhecido pedindo uma transferência urgente também merece confirmação.

O Banco Central recomenda confirmar pedidos de dinheiro por outro meio, como uma ligação, especialmente quando a transferência seria destinada a uma conta desconhecida. O órgão também alerta que vídeos e áudios produzidos com inteligência artificial podem simular pessoas.

9. O link chega sem você ter solicitado nada

Você não pediu segunda via, não iniciou recuperação de senha e não solicitou atualização cadastral, mas recebeu um link para realizar exatamente uma dessas ações?

Não utilize o endereço recebido.

Abra você mesmo o aplicativo oficial ou digite o endereço conhecido da instituição no navegador.

10. Algo parece estranho, mesmo que você não saiba explicar o quê

Esse talvez seja um dos sinais mais importantes.

Você não precisa decidir imediatamente se a mensagem é verdadeira.

Pare, não clique e confirme a informação por outro canal.

Existe uma regra simples que reduz bastante o risco:

em vez de entrar na instituição pelo link recebido, procure a instituição por conta própria.

Se a mensagem diz ser do banco, abra o aplicativo oficial do banco.

Se diz ser de um órgão público, procure o endereço oficial no portal Gov.br.

Se afirma que existe uma compra no cartão, consulte diretamente o aplicativo da instituição financeira.

O INSS, por exemplo, orienta seus segurados a utilizarem seus canais oficiais, como o Meu INSS e a Central 135, diante de mensagens suspeitas.

Isso elimina uma das principais armas do golpista: conduzir a vítima para o ambiente criado por ele.

Clicar em um endereço suspeito não significa automaticamente que seus dados foram roubados, mas exige atenção.

Se a página solicitar informações, não preencha nada.

Feche o site e não baixe arquivos nem instale aplicativos indicados pela página.

Caso tenha informado uma senha, altere-a utilizando o site ou aplicativo oficial do serviço. Se a mesma senha for utilizada em outros serviços, ela também deve ser substituída.

Também é recomendável acompanhar contas e serviços relacionados aos dados fornecidos e preservar a mensagem recebida como possível evidência.

Informei dados bancários ou fiz uma transferência. O que fazer?

Nesse caso, a reação deve ser rápida.

O Banco Central orienta vítimas de golpes a entrarem em contato com o banco para relatar o ocorrido e a registrarem boletim de ocorrência com as informações e documentos disponíveis. Caso a situação não seja resolvida, também existem caminhos como Procon, Poder Judiciário e reclamação ao próprio Banco Central.

Se houve uma transferência via Pix decorrente de fraude, existem procedimentos específicos que podem ser solicitados à instituição financeira.

O Linha Direta News possui um guia específico explicando o que fazer depois de cair em um golpe do Pix e como funciona a tentativa de recuperação do dinheiro.

Erros de português significam que é golpe?

Não necessariamente.

Mensagens mal escritas continuam sendo um sinal de atenção, mas não devem ser utilizadas como único critério.

Uma fraude pode ter boa redação, aparência profissional, logotipo correto e linguagem semelhante à utilizada por uma instituição verdadeira.

A sofisticação visual da mensagem não comprova sua autenticidade.

O cadeado do navegador significa que o site é seguro?

Também não necessariamente.

O indicador de conexão protegida informa que existe criptografia entre o navegador e aquele endereço. Isso, por si só, não comprova que a empresa ou pessoa por trás do site seja legítima.

Um site criado para fraude também pode utilizar uma conexão protegida.

Por isso, é fundamental conferir quem realmente controla o endereço acessado.

Desconfiar antes de clicar ainda é uma das melhores defesas

Os golpes digitais mudam de aparência, mas muitos utilizam a mesma estratégia: criar uma história convincente e induzir a vítima a agir antes de verificar a informação.

Um falso bloqueio de benefício, uma suposta fiscalização, uma compra desconhecida ou um prêmio inesperado podem ser apenas diferentes versões da mesma técnica.

Antes de clicar, pagar ou fornecer informações, interrompa a ação e procure o canal oficial da instituição envolvida.

Alguns minutos de verificação podem evitar um prejuízo difícil de recuperar.

Fontes e créditos

Informações elaboradas pelo Linha Direta News a partir de orientações e alertas oficiais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Ministério das Comunicações e Banco Central do Brasil.

Informação também protege

Se este conteúdo foi útil, compartilhe com familiares e amigos. Uma mensagem enviada no momento certo pode impedir que outra pessoa caia em um golpe.

Acompanhe o Linha Direta News para receber mais informações, orientações e notícias de interesse público.


Descubra mais sobre Linha Direta News

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe uma resposta