Câmara dos Deputados Informa STF sobre Viagens de Mário Frias ao Exterior Sem Autorização Final

A Câmara dos Deputados informou nesta sexta-feira (22) ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o deputado federal Mário Frias (PL-SP) realizou viagens ao Bahrein e aos Estados Unidos. Segundo a Casa, os pedidos de autorização oficial para essas missões ainda estavam em fase de “apreciação” quando as viagens ocorreram. A comunicação da Câmara ao STF faz parte de uma solicitação do ministro, relator de uma apuração sobre a destinação de emendas parlamentares do deputado.

Contexto da Apuração no STF

O processo no STF investiga o envio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares por Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil. Esta organização não-governamental (ONG) é apontada como ligada à produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mário Frias é indicado como produtor-executivo do longa-metragem. Há cerca de um mês, o STF tem buscado notificar o deputado para que ele preste esclarecimentos sobre o caso.

As Viagens e as Justificativas do Deputado

A Câmara dos Deputados confirmou que Mário Frias havia solicitado autorização para duas missões oficiais: uma ao Bahrein, programada entre 12 e 18 de maio, e outra aos Estados Unidos, no período de 19 a 21 de maio. Contudo, o deputado não aguardou a finalização da análise de seus pedidos e procedeu com as viagens. Em entrevista concedida ao SBT News, Mário Frias afirmou ter estado no Bahrein para “propor investimentos no Brasil” e, nos Estados Unidos, para a “prospecção de um investimento em segurança pública”, garantindo que tem passagem de volta e está pronto para prestar contas.

Origem da Investigação e Defesa de Frias

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal por meio de uma representação apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que levanta questionamentos sobre um possível desvio de finalidade na aplicação de recursos públicos relacionados às emendas destinadas ao filme. Em sua defesa, Mário Frias sustenta a regularidade das emendas, citando um parecer da Advocacia da Câmara que atesta a ausência de inconsistências ou vícios formais. A questão do financiamento do filme ganhou repercussão após o site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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