O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou, em 25 de junho, a negativa de vistos para dois funcionários norte-americanos: Riley Barnes e Samuel Samson, subsecretários do Departamento de Estado dos EUA para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho. A decisão, efetivada em 24 de junho, foi tomada após o governo brasileiro considerar o pedido de visita, que visava discussões sobre liberdade de expressão e eleições, como uma instrumentalização política no atual contexto eleitoral.
O Pedido de Vistos e a Recusa Brasileira
O Departamento de Estado dos EUA havia manifestado interesse em enviar os dois funcionários ao Brasil para dialogar com autoridades eleitorais sobre a liberdade de expressão relacionada às eleições de outubro. No entanto, o governo brasileiro percebeu que a solicitação dos vistos ocorreu logo após um evento onde políticos brasileiros se reuniram com diplomatas, levantando suspeitas sobre a segurança das urnas eletrônicas. Essa conjuntura levou à interpretação de que a visita se inseria em um cenário de debate político doméstico, resultando na decisão de negar as autorizações.
Esclarecimentos sobre as Urnas Eletrônicas
O questionamento sobre a segurança das urnas eletrônicas tem ganhado destaque no cenário político brasileiro. Recentemente, o pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, divulgou a informação, sem apresentar provas, de que os equipamentos seriam fabricados pela empresa venezuelana Smartmatic, durante um evento com diplomatas em Brasília. Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou categoricamente a participação da Smartmatic no fornecimento de urnas ou softwares para o Brasil.
O TSE esclareceu que as urnas brasileiras são projetos internos, desenvolvidos por servidores e técnicos da Justiça Eleitoral, e produzidas sob coordenação direta do tribunal, por empresas selecionadas através de licitações públicas competitivas. Este processo, segundo o órgão, assegura a segurança e a transparência do pleito. Em decorrência das alegações sobre as urnas, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o TSE contra Flávio Bolsonaro.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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