Alegações Conflitantes: Irã Nega Passagem de Navios dos EUA por Ormuz, Aumentando Tensão e Preços do Petróleo

O cenário geopolítico no Estreito de Ormuz foi marcado, nesta segunda-feira (4), por uma série de <b>alegações conflitantes e eventos não confirmados por fontes independentes</b>, entre a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã e o Comando Central dos Estados Unidos (EUA). A Marinha iraniana negou veementemente as informações divulgadas pelos EUA de que navios comerciais de bandeira estadunidense teriam atravessado o Estreito com escolta militar dos EUA, classificando-as como 'infundadas e completamente falsas'.

Divergência de Declarações sobre a Navegação

Em comunicado oficial, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que 'Nenhum navio comercial ou petroleiro passou pelo Estreito de Ormuz nas últimas horas', refutando diretamente a versão americana.

Horas antes da refutação iraniana, o Comando Central dos EUA havia comunicado a travessia bem-sucedida de dois navios mercantes americanos pelo Estreito, escoltados por navios de guerra. Esta ação faria parte de um plano anunciado no dia anterior pelo então presidente Donald Trump para restabelecer o comércio na região. A missão, segundo os EUA, envolveria navios de guerra com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas, e 15 mil militares.

Resposta Iraniana e Implicações Geopolíticas

Em contrapartida, a Guarda Revolucionária do Irã divulgou um mapa indicando uma nova área de controle marítimo sobre Ormuz, com linhas de segurança que seriam 'novas fronteiras de controle'. Essas fronteiras seriam estabelecidas entre o Monte Mubarak (Irã) e Fujairah (Emirados Árabes Unidos) ao sul, e entre a ponta da Ilha de Qeshm (Irã) e Umm Al Quwain (Emirados Árabes Unidos) a oeste.

Advertências e Incidentes Reportados

O major-general Ali Abdollahi, um dos importantes comandantes iranianos, aconselhou navios comerciais e petroleiros a buscarem coordenação com as Forças Armadas iranianas antes de tentar a passagem pelo Estreito, a fim de não comprometer sua segurança. Há relatos de dois navios comerciais atacados no Estreito em um período de 24 horas, e a Marinha iraniana alegou ter impedido a passagem de navios americano-israelenses, além de ter supostamente atingido um navio de guerra dos EUA no Golfo de Omã, afirmação que foi negada pelos militares americanos.

Repercussão no Mercado de Petróleo

Em meio a essa 'guerra de narrativas' e ao aumento das tensões sobre a navegação em Ormuz, que é uma rota crucial para cerca de 20% do petróleo global, o preço do barril de petróleo Brent, referência no mercado, registrou um aumento de 5% nesta segunda-feira, superando os US$ 114.

Donald Trump havia alertado o Irã contra qualquer impedimento à navegação, ameaçando uma resposta 'com firmeza'. As autoridades iranianas, por sua vez, têm insistido que a reabertura do Estreito não pode ser resolvida por meio de pronunciamentos nas redes sociais, mas sim por uma negociação que finalize o conflito regional, incluindo a frente no Líbano.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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