Seleção dos EUA Enaltece Marta e Projeta a Copa Feminina de 2027 no Brasil

A seleção feminina de futebol dos Estados Unidos, reconhecida por seus quatro títulos de Copa do Mundo e cinco medalhas olímpicas de ouro, encontra no Brasil uma de suas maiores referências: Marta Vieira da Silva. A idolatria pela considerada maior jogadora da história transcende fronteiras, e as norte-americanas expressam seu respeito durante a preparação para dois amistosos no país.

A Reverência a Marta

A meia Rose Lavelle descreveu a experiência de jogar contra Marta como 'surreal', referindo-se a ela como uma lenda e inspiração para muitas jogadoras. Lavelle compartilhou essas impressões em uma coletiva de imprensa no centro de treinamento do São Paulo, onde a equipe se prepara para os confrontos contra o Brasil, o primeiro agendado para o sábado (6) na Neo Química Arena.

A meio-campista e capitã dos Estados Unidos, Lindsay Heaps, também elogiou a abordagem técnica e tática de Marta, destacando seu amor pelo jogo, sua mentalidade vencedora e a alegria que ela proporciona aos torcedores.

Cenário dos Confrontos e Histórico Recente

O histórico geral de confrontos entre as seleções é amplamente favorável aos Estados Unidos, com apenas quatro vitórias brasileiras em 43 jogos. No entanto, o último encontro registrou um triunfo brasileiro por 2 a 1 em San Jose, Califórnia, marcando a primeira vitória do Brasil em solo americano, com gols de Kerolin e Amanda Gutierres.

A técnica dos Estados Unidos, Emma Hayes, elogiou o Brasil como um 'time de classe mundial' sob a liderança de Arthur Elias, destacando a responsabilidade tática e o alto nível de jogo da equipe brasileira. Ela observou a evolução da atual geração de jogadoras brasileiras, que considera estar em um patamar superior.

Olhando para a Copa do Mundo de 2027 no Brasil

Apesar de sua presença em todas as edições da Copa do Mundo Feminina desde 1991, a seleção norte-americana ainda precisa garantir sua classificação para o torneio de 2027, que será sediado no Brasil. Para isso, a equipe deve terminar entre as quatro melhores no Campeonato da Confederação de Futebol das Américas do Norte, Central e Caribe (Concacaf), que sediarão entre 27 de novembro e 5 de dezembro.

Lindsay Heaps projetou a importância dos amistosos no Brasil como uma valiosa experiência para a equipe, considerando a atmosfera 'incrível' que antecipa para a Copa do Mundo. Ela enfatizou a necessidade de aproveitar ao máximo a viagem, os treinos e tudo o que o país oferece.

Emma Hayes sublinhou a importância do futebol feminino como uma indústria multibilionária em crescimento, ressaltando o investimento inteligente no esporte. Ela expressou a esperança de que a Copa do Mundo traga mais investimentos e profissionalização para os clubes brasileiros, incentivando mais meninas a continuarem jogando por mais tempo, prevendo um impacto massivo no país.

Retrospecto Brasileiro em Casa

Apesar de ter um histórico desfavorável em decisões contra os Estados Unidos em Olimpíadas, como Atenas (Grécia), Pequim (China) e Paris (França), o Brasil conquistou títulos em casa contra as rivais. Em 2007, as brasileiras golearam as norte-americanas por 5 a 0 na final dos Jogos Pan-Americanos do Rio. Em 2014, um empate sem gols no Mané Garrincha garantiu ao Brasil o título do Torneio Internacional de Brasília, beneficiado por sua melhor campanha. Este foi o último encontro entre as equipes em solo brasileiro.

Além da partida na Neo Química Arena, Brasil e Estados Unidos se enfrentarão novamente na próxima terça-feira, dia 9, às 21h30, na Arena Castelão, em Fortaleza.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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