A Polícia Federal (PF) não localizou armas de fogo durante a operação de busca e apreensão realizada em 8 de novembro na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. Conforme o relatório oficial, os agentes estiveram no local entre 7h e 8h30, não efetuando nenhuma apreensão de armamentos.
Contexto da Busca e Apreensão
A medida judicial foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), devido a divergências sobre a localização de armas registradas legalmente em nome do ex-presidente. Em 3 de novembro, Moraes havia determinado a suspensão do porte e a apreensão do arsenal de Bolsonaro.
Após a determinação inicial de Moraes, o Exército informou que duas das seis armas registradas em nome de Bolsonaro não foram entregues à PF por não terem sido localizadas. Em resposta, a defesa esclareceu ao STF que uma espingarda, presente recebido, está em uma importadora bélica no Rio Grande do Sul. A segunda arma, uma pistola Glock, teria sido apreendida com um segurança do ex-presidente e está acautelada na Polícia Civil do Distrito Federal.
Fundamentação da Medida
Diante das diferentes versões sobre o paradeiro das armas, o ministro Moraes ordenou as buscas. Embora a Polícia Civil do Distrito Federal não tenha indiciado Bolsonaro e afirme que as armas são legalizadas, Moraes considera que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento de pena de prisão.
Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e três meses de prisão no processo referente à trama golpista. Após uma cirurgia, ele obteve o direito de cumprir prisão domiciliar temporária e atualmente se recupera de uma pneumonia bacteriana.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
Descubra mais sobre Linha Direta News
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
