A Justiça Federal do Rio de Janeiro ordenou que a Meta, proprietária do Facebook, derrube dois perfis que disseminavam informações falsas sobre pesquisas e vacinas, apresentando-as como comunicados oficiais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Advocacia-Geral da União (AGU), que representou a Fiocruz no caso, informou que a servidora Isabel de Fátima Alvim Braga era responsável por alimentar esses perfis com conteúdos falsos, alarmistas e ofensivos relacionados à saúde pública, política de imunização e atividades científicas da instituição.
As publicações utilizavam a imagem do Castelo Mourisco, símbolo histórico da Fiocruz, e a condição funcional da ré como servidora pública para conferir aparente credibilidade às informações divulgadas. A Fiocruz alegou na Justiça que tal conduta tinha o potencial de induzir a população ao erro, comprometer a confiança nas políticas públicas de saúde e afetar a reputação de seus pesquisadores e servidores.
A decisão judicial concluiu que as publicações ultrapassavam o campo da crítica legítima, configurando, em análise preliminar, uma campanha de desinformação contra a Fiocruz. Foi estabelecida uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão pela ré ou pela Meta.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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