O governo brasileiro expressou repúdio à revogação do visto da embaixadora nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, anunciada em 4 de fevereiro. Washington justificou a medida pela suposta demora do Brasil em conceder aprovação diplomática ao indicado do governo Trump para assumir a embaixada norte-americana em Brasília, alegações que o governo brasileiro refutou veementemente como falsas.
Violação da Convenção de Viena
Em nota oficial, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República argumentou que os Estados Unidos feriram a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas ao divulgar publicamente o nome do seu indicado antes da anuência do país anfitrião. O pedido norte-americano, conforme a nota, ainda estava em processo de análise, e o Brasil enfatizou que a Convenção de Viena não estabelece prazo para a concessão do agrément.
Acusações de "Medidas Hostis" e Interferência
O governo brasileiro classificou o episódio como parte de uma "escalada deliberada de medidas hostis" contra o país. Além disso, citou a negativa de entrada a dois funcionários do governo dos EUA, justificando que a presença deles teria o objetivo de questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro e "interferir na próxima eleição para presidente".
Sanções e Esforços Diplomáticos
A decisão não é considerada um fato isolado, mas motivada por "razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral pautada pelo respeito mútuo". O Palácio do Planalto relembrou que autoridades brasileiras, incluindo funcionários do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), permanecem sob sanções da Lei Magnitsky, impostas pelos EUA em retaliação à condenação de Jair Bolsonaro por golpe de Estado. O governo destacou ainda os esforços do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em visita a Washington, solicitou o levantamento dessas sanções individuais ao presidente Trump.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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