A Polícia Federal (PF) solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito que investiga fraudes no Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central. O pedido foi formalizado em 9 de outubro, após a PF informar a Fachin sobre a descoberta de uma menção ao nome de Toffoli em uma mensagem encontrada no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master e alvo da investigação, cujo aparelho foi apreendido durante busca e apreensão.
Fundamentação do Pedido e Contexto Anterior
A menção ao ministro no aparelho de Vorcaro, cujo teor permanece sob segredo de Justiça, foi o catalisador para a solicitação de suspeição. Anteriormente, Toffoli já havia sido alvo de críticas por permanecer na relatoria do caso, especialmente após notícias jornalísticas indicarem que a PF identificou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. Este fundo, em questão, adquiriu uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná, que havia sido de propriedade de familiares do próprio ministro.
Medidas de Fachin e Próximos Passos
Diante da comunicação da PF, o ministro Fachin instaurou um processo interno e determinou a notificação de Toffoli para que apresente sua defesa. A decisão final sobre a continuidade ou afastamento de Toffoli como relator da investigação caberá ao presidente do STF.
Defesa do Ministro Toffoli
Em resposta à imprensa, o gabinete do ministro Dias Toffoli se manifestou, classificando o pedido da PF como meras “ilações”. A defesa argumenta, ainda, que a Polícia Federal não possui legitimidade jurídica para solicitar a suspeição, uma vez que não é parte no processo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil. Uma resposta formal ao conteúdo do pedido será apresentada pelo ministro diretamente ao presidente da Corte.
A Investigação do Banco Master
A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025, tem como objetivo investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master. A apuração também abrange a tentativa de aquisição da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB), um banco público vinculado ao governo do Distrito Federal. As investigações sugerem que as fraudes financeiras envolvidas podem atingir o montante de R$ 17 bilhões, tendo o banqueiro Daniel Vorcaro e outros indivíduos como alvos desta operação.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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