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Levantamento nacional chama atenção para alimentação inadequada, consumo de álcool e sedentarismo; INCA estima mais de 22 mil novos casos da doença por ano no Brasil.

Hábitos presentes na rotina de milhões de brasileiros estão acendendo um alerta para o câncer de estômago. Alimentação inadequada, consumo frequente de bebidas alcoólicas, excesso de peso e sedentarismo estão entre os fatores associados ao desenvolvimento da doença.

Um levantamento nacional realizado pelo A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus mostra uma contradição na percepção dos brasileiros sobre a própria saúde: seis em cada dez entrevistados consideram sua saúde ótima ou boa, mas proporção semelhante admite não manter hábitos saudáveis ou não estar no peso considerado ideal.

A pesquisa ouviu 2.015 brasileiros e identificou comportamentos que merecem atenção. Cerca de 41% disseram não consumir alimentos frescos diariamente. Outros 33% afirmaram comer produtos ultraprocessados três ou mais vezes por semana, enquanto 31% consomem frituras nessa mesma frequência.

O sedentarismo também aparece com destaque: 42% dos entrevistados disseram nunca praticar atividade física. Já 41% afirmaram consumir bebidas alcoólicas pelo menos uma vez por semana.

Câncer de estômago deve atingir mais de 22 mil brasileiros por ano

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) ajudam a dimensionar o problema.

A estimativa oficial para o período de 2026 a 2028 aponta 22.530 novos casos de câncer de estômago por ano no Brasil. Desse total, 13.830 devem ocorrer entre homens e 8.700 entre mulheres.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de estômago ocupa a quinta posição entre os tipos de câncer mais incidentes no país. Entre os homens, está entre os cinco tumores de maior incidência.

Quais fatores aumentam o risco?

O câncer de estômago, também chamado de câncer gástrico, não possui uma única causa.

Segundo o INCA, entre os fatores associados ao desenvolvimento da doença estão excesso de gordura corporal, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo e ingestão excessiva de sal e alimentos conservados em sal.

Outro fator importante é a infecção pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori), que pode permanecer durante anos no organismo e está relacionada ao desenvolvimento do câncer gástrico.

Isso não significa que uma pessoa que apresente um desses fatores necessariamente desenvolverá câncer. O risco está relacionado a diferentes condições e pode resultar da combinação de fatores ambientais, comportamentais e individuais.

Jovens chamam atenção pelo consumo de ultraprocessados

Um dos dados que mais chamam atenção no levantamento aparece entre os brasileiros de 16 a 24 anos.

Nesse grupo, 17% afirmaram consumir alimentos ultraprocessados diariamente. Entre pessoas com 60 anos ou mais, esse percentual cai para 4%.

A diferença reforça a preocupação com hábitos adquiridos ainda na juventude, principalmente porque diversos fatores de risco podem atuar sobre o organismo durante muitos anos.

Sintomas podem ser confundidos com problemas comuns do estômago

Um dos desafios do câncer gástrico é que alguns sintomas iniciais podem ser inespecíficos.

O INCA recomenda investigação médica diante de sinais persistentes como falta de apetite, perda de peso sem causa aparente, desconforto abdominal, sensação de estômago cheio após pequenas refeições, náuseas e vômitos.

Sangramento digestivo, anemia e outros sintomas também podem aparecer.

Ter esses sinais não significa necessariamente que a pessoa esteja com câncer, mas sintomas persistentes precisam ser avaliados por um profissional de saúde.

Diagnóstico precoce faz diferença

Segundo o INCA, investigar sinais e sintomas suspeitos é uma estratégia importante para encontrar tumores em fases iniciais e aumentar as possibilidades de tratamento bem-sucedido.

O instituto ressalta, porém, que atualmente não há evidência científica suficiente para recomendar o rastreamento do câncer de estômago para toda a população sem sintomas. A orientação é buscar avaliação diante de sinais suspeitos e considerar fatores individuais de risco.

Além da atenção aos sintomas, reduzir o consumo de álcool, evitar o tabagismo, controlar o excesso de peso e manter uma alimentação equilibrada fazem parte das medidas relacionadas à prevenção.


Fontes e créditos: informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e levantamento do A.C.Camargo Cancer Center/Nexus divulgado pela CNN Brasil.

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São Paulo chega a 36 casos de sarampo em 2026 https://linhadiretanews.com.br/casos-sarampo-sao-paulo-2026/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=casos-sarampo-sao-paulo-2026 https://linhadiretanews.com.br/casos-sarampo-sao-paulo-2026/#respond Wed, 16 Sep 2026 13:19:00 +0000 https://linhadiretanews.com.br/?p=8530 Estado confirmou mais quatro infecções. Maioria dos pacientes registrados neste ano não tinha histórico de […]

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Estado confirmou mais quatro infecções. Maioria dos pacientes registrados neste ano não tinha histórico de vacinação ou estava com o esquema vacinal incompleto.

O estado de São Paulo chegou a 36 casos confirmados de sarampo em 2026, após a identificação de mais quatro pessoas infectadas.

O balanço foi atualizado nesta terça-feira (15) pela Secretaria de Estado da Saúde.

A situação chama atenção principalmente pela relação dos casos com a vacinação: entre as 36 pessoas diagnosticadas neste ano, 26 não tinham histórico vacinal ou estavam com o esquema de imunização contra o sarampo incompleto.

A capital paulista concentra a maior parte dos registros.

São 32 casos somente na cidade de São Paulo, o equivalente a aproximadamente 88% das infecções registradas no estado.

Quem são os novos pacientes?

Dos quatro novos casos confirmados, três ocorreram na capital paulista.

Dois pacientes são crianças menores de 2 anos que estavam com o esquema de vacinação incompleto.

O terceiro caso envolve uma mulher de 24 anos com histórico de vacinação.

A quarta infecção foi registrada em Santo André, no ABC Paulista. O paciente é um homem de 36 anos que também possuía registro de vacinação.

A ocorrência de casos em pessoas vacinadas não significa que a vacina não funcione. Nenhum imunizante oferece proteção absoluta, mas a vacinação continua sendo a principal estratégia de prevenção contra o sarampo e de redução da circulação do vírus.

Onde estão os casos de sarampo em São Paulo?

A distribuição dos 36 casos mostra forte concentração na capital.

Até o balanço mais recente, foram registrados:

32 casos na cidade de São Paulo;

2 casos em São Bernardo do Campo;

1 caso em Guarulhos;

1 caso em Santo André.

As autoridades de saúde continuam acompanhando os locais onde houve transmissão.

Equipes de vigilância epidemiológica estadual e municipais investigam os casos, identificam pessoas que tiveram contato com os pacientes e realizam vacinação de bloqueio quando necessário.

Por que o sarampo preocupa?

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa.

A transmissão ocorre principalmente por secreções respiratórias expelidas quando uma pessoa infectada fala, tosse ou espirra.

Entre os sintomas mais conhecidos estão febre, manchas avermelhadas pelo corpo, tosse, coriza e irritação nos olhos.

A doença pode evoluir para complicações, especialmente em crianças pequenas e pessoas com condições de saúde que aumentem sua vulnerabilidade.

Por isso, casos suspeitos precisam ser avaliados por profissionais de saúde.

Vacinação é a principal forma de prevenção

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

O imunizante está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos postos de saúde dos 645 municípios paulistas.

O calendário varia conforme a idade.

Crianças devem receber a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Pessoas entre 15 meses e 29 anos devem ter duas doses registradas, respeitando o intervalo mínimo recomendado entre elas.

Dos 30 aos 59 anos, é indicada pelo menos uma dose registrada na caderneta de vacinação.

Profissionais de saúde devem possuir duas doses, independentemente da idade.

Bebês de alguns municípios recebem dose zero

Diante do cenário epidemiológico, existe ainda uma estratégia especial para bebês.

Crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias podem receber a chamada dose zero nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

A medida também pode ser indicada para bebês dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença, conforme avaliação das equipes de vigilância.

É importante entender que a dose zero não substitui as vacinas previstas no calendário infantil.

Mesmo que a criança seja imunizada antes de completar 1 ano, deverá receber normalmente as doses previstas aos 12 e 15 meses.

Casos importados também foram registrados

A Secretaria de Saúde informou que dois casos importados foram registrados nos meses de março e abril.

Após 12 semanas sem novos registros relacionados a essas ocorrências, essa cadeia de transmissão foi considerada encerrada.

Outros registros identificados posteriormente continuam sendo acompanhados pelas equipes de vigilância.

O estado já vinha mantendo alerta diante do risco de reintrodução e circulação do vírus, especialmente em razão do cenário internacional e da grande movimentação de pessoas. A Secretaria de Saúde reforçou essa vigilância ao longo de 2026.

O que fazer se a vacinação estiver atrasada?

Quem não sabe se recebeu as doses necessárias pode verificar a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde.

A recomendação é especialmente importante diante do aumento de registros no estado.

Também é importante procurar atendimento médico diante de sintomas compatíveis com sarampo, principalmente quando houver histórico de contato com pessoa infectada ou deslocamento por locais com circulação da doença.

Com 26 dos 36 casos registrados em pessoas sem histórico vacinal ou com vacinação incompleta, o balanço paulista reforça a importância de manter a imunização atualizada.

Fontes e créditos: Agência Brasil — São Paulo tem quatro novos casos de sarampo e total chega a 36; Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo — Centro de Vigilância Epidemiológica.

Linha Direta News — informação com contexto e responsabilidade.

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Governo identifica 97 perfis com falsos médicos criados por IA https://linhadiretanews.com.br/falsos-medicos-criados-por-ia/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=falsos-medicos-criados-por-ia https://linhadiretanews.com.br/falsos-medicos-criados-por-ia/#respond Wed, 09 Sep 2026 17:00:03 +0000 https://linhadiretanews.com.br/?p=8446 Avatares que simulam profissionais de saúde divulgam curas sem comprovação e promovem produtos e serviços; […]

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Avatares que simulam profissionais de saúde divulgam curas sem comprovação e promovem produtos e serviços; parte do conteúdo é direcionada especialmente ao público idoso.

Uma força-tarefa do governo federal identificou 97 perfis no YouTube que utilizam inteligência artificial para simular médicos e outros profissionais de saúde e disseminar informações falsas.

Os conteúdos analisados incluem personagens artificiais apresentados como especialistas, promessas de curas e tratamentos sem comprovação científica e, em alguns casos, divulgação de produtos, e-books e serviços pagos.

A identificação foi realizada pelo programa Saúde com Ciência, do Ministério da Saúde, que analisou os perfis entre 1º de janeiro e 10 de julho de 2026.

Diante dos resultados, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o YouTube para que adote providências em relação aos conteúdos identificados.

O caso chama atenção para um problema que cresce à medida que ferramentas de inteligência artificial se tornam capazes de produzir rostos, vozes e vídeos cada vez mais convincentes: como saber se o suposto especialista que aparece na tela realmente existe?

Falsos especialistas usam aparência de autoridade

Segundo o Ministério da Saúde, os conteúdos utilizam avatares com aparência humana apresentados como médicos ou especialistas e atribuem aos personagens qualificações profissionais fictícias.

A estratégia também inclui linguagem alarmista para transmitir credibilidade e convencer o espectador de que determinado tratamento ou produto seria capaz de solucionar um problema de saúde.

A preocupação não está apenas no fato de o personagem ser artificial.

O risco aumenta quando essa falsa autoridade é utilizada para divulgar orientações médicas, prometer resultados sem respaldo científico ou induzir pessoas a comprar produtos e serviços.

Parte dos perfis identificados pelo governo seria direcionada especialmente à população idosa.

Quais são os riscos para a saúde?

Seguir uma orientação médica falsa na internet pode ter consequências que vão muito além da perda financeira.

Entre os riscos apontados pelo Ministério da Saúde estão a automedicação, utilização de terapias sem eficácia comprovada, atraso na procura por atendimento profissional e até interrupção ou substituição de tratamentos.

Esse último ponto é particularmente preocupante.

Uma pessoa que abandona um tratamento prescrito porque acreditou em um suposto médico apresentado em um vídeo pode permitir que uma doença progrida enquanto utiliza uma alternativa sem comprovação.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia alertado para outro fenômeno semelhante: personagens fictícios criados por IA que se apresentam como gurus ou detentores de conhecimentos supostamente secretos e vendem receitas e produtos apresentados como soluções para problemas de saúde.

AGU cobra providências do YouTube

A AGU notificou o YouTube para que os conteúdos especificamente identificados pelo Ministério da Saúde sejam retirados do ar ou, conforme o caso, recebam rotulagem e contextualização capazes de deixar explícito que os personagens são artificiais.

A notificação estabeleceu prazo de 72 horas.

A plataforma também foi chamada a avaliar outros canais e vídeos apontados no relatório à luz de suas próprias políticas sobre desinformação em saúde e conteúdo sintético.

Além do Ministério da Saúde e da AGU, a iniciativa envolve órgãos do governo federal ligados às áreas de comunicação, Justiça e ciência e tecnologia.

As informações levantadas também foram encaminhadas à Polícia Federal e ao Conselho Federal de Medicina.

Procurado pela Agência Brasil, o Google informou que não comentaria o caso.

Como funciona o golpe da autoridade artificial

A inteligência artificial acrescentou uma nova camada a uma estratégia de persuasão que já existia na internet.

Antes, conteúdos enganosos podiam utilizar fotografias roubadas, depoimentos falsos ou até imagens de celebridades para promover determinados produtos.

Agora é possível criar um personagem inteiro.

Nome, rosto, voz, roupa, cenário e suposta formação profissional podem ser produzidos artificialmente.

O resultado pode ser um personagem de jaleco branco falando diante da câmera, utilizando termos técnicos e apresentando-se como médico mesmo que aquela pessoa nunca tenha existido.

A Anvisa também já alertou para deepfakes que alteram imagem e voz de pessoas conhecidas para fazê-las parecer recomendar medicamentos ou suplementos.

Por isso, aparência profissional deixou de ser suficiente para estabelecer credibilidade na internet.

Como identificar um possível falso médico criado por IA?

Não existe um único sinal capaz de identificar todos os vídeos artificiais. A tecnologia está evoluindo rapidamente e algumas produções podem apresentar aparência bastante convincente.

Mesmo assim, alguns cuidados reduzem o risco.

Desconfie de promessas de cura rápida ou garantida, especialmente quando o vídeo afirma apresentar um tratamento que médicos, governos ou a indústria supostamente tentariam esconder.

Procure o nome completo do profissional e verifique sua atuação fora daquela rede social.

Quando alguém se apresenta como médico no Brasil, é possível conferir se existe registro profissional nos sistemas oficiais dos conselhos de medicina.

Também merece atenção um perfil que apresenta um suposto especialista, mas não fornece informações verificáveis sobre formação, local de atuação ou registro profissional.

Outro sinal de alerta é quando praticamente todo o conteúdo conduz o usuário à compra de um suplemento, medicamento, e-book, curso ou tratamento.

E mesmo quando o profissional é verdadeiro, uma recomendação encontrada na internet não substitui uma avaliação individualizada.

Nem todo conteúdo produzido com IA é necessariamente falso

Existe ainda uma distinção importante.

O simples uso de inteligência artificial para produzir ou editar um vídeo não significa automaticamente que seu conteúdo seja falso.

A tecnologia pode ser utilizada de forma legítima para educação, tradução, acessibilidade, ilustração ou produção audiovisual.

O problema aparece quando a IA é utilizada para enganar o público sobre a identidade ou qualificação de uma pessoa, fabricar autoridade profissional ou dar credibilidade a informações de saúde sem respaldo científico.

Essa diferença é importante para que o debate não se transforme em uma rejeição genérica à tecnologia.

Por que idosos podem ser mais vulneráveis?

O direcionamento de parte desses conteúdos à população idosa merece atenção especial.

Esse público pode consumir com maior frequência conteúdos relacionados a dores crônicas, pressão arterial, diabetes, problemas de circulação, memória, emagrecimento e outras condições que também são exploradas comercialmente na internet.

Uma mensagem apresentada por alguém que aparenta ser médico pode transmitir uma sensação de segurança que um anúncio convencional dificilmente alcançaria.

Quando essa autoridade é artificialmente construída, o espectador pode nem perceber que está diante de publicidade ou desinformação.

Por isso, familiares também podem ajudar verificando a origem de vídeos e ofertas antes que medicamentos, suplementos ou tratamentos sejam adquiridos.

Entenda: como verificar uma informação de saúde

Antes de seguir uma recomendação encontrada nas redes sociais, algumas perguntas simples podem ajudar:

Quem está fazendo essa afirmação?
O profissional realmente existe e sua qualificação pode ser confirmada?

Qual é a fonte da informação?
Há estudos, instituições médicas ou autoridades sanitárias reconhecidas sustentando aquela afirmação?

Existe promessa de resultado garantido?
Promessas de cura rápida, definitiva ou válida para todas as pessoas são um forte sinal de alerta.

Há alguma coisa sendo vendida?
Quando a suposta orientação termina sempre na compra de um produto, é importante avaliar o interesse comercial por trás da mensagem.

O vídeo tenta criar medo ou urgência?
Expressões como “faça isso antes que seja tarde” ou alegações de que determinado segredo estaria sendo escondido podem ser utilizadas para impedir que o espectador pare e verifique a informação.

O que fazer ao encontrar esse tipo de conteúdo?

O Ministério da Saúde orienta a população a buscar informações em fontes oficiais e confiáveis e a denunciar conteúdos que possam colocar outras pessoas em risco.

No próprio YouTube, vídeos podem ser denunciados pelas ferramentas disponibilizadas pela plataforma.

O programa Saúde com Ciência também recebe relatos de possíveis conteúdos falsos relacionados à saúde por meio dos canais oficiais do governo.

Quando houver suspeita de fraude, venda irregular de produtos ou exercício ilegal de profissão, o caso também pode envolver autoridades policiais e órgãos de fiscalização profissional.

Inteligência artificial aumenta o desafio da desinformação

Os 97 perfis identificados mostram como a discussão sobre inteligência artificial deixou de envolver apenas imagens curiosas ou textos produzidos automaticamente.

Quando uma tecnologia capaz de criar personagens convincentes encontra temas sensíveis como saúde, o impacto potencial passa a ser concreto.

Uma pessoa pode perder dinheiro. Outra pode utilizar um produto inadequado. Em situações mais graves, alguém pode abandonar ou atrasar um tratamento necessário.

A melhor defesa continua sendo a verificação.

Em uma internet onde até o médico que aparece diante da câmera pode não existir, saber quem está por trás da informação tornou-se tão importante quanto a própria informação apresentada.


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Fonte e créditos: matéria elaborada pelo Linha Direta News com informações do Ministério da Saúde, Advocacia-Geral da União, Agência Brasil e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Brasil entra em pesquisa em busca da cura da hepatite B https://linhadiretanews.com.br/brasil-entra-em-pesquisa-internacional-em-busca-da-cura-da-hepatite-b/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=brasil-entra-em-pesquisa-internacional-em-busca-da-cura-da-hepatite-b https://linhadiretanews.com.br/brasil-entra-em-pesquisa-internacional-em-busca-da-cura-da-hepatite-b/#respond Sun, 30 Aug 2026 14:52:15 +0000 https://linhadiretanews.com.br/?p=8170 O Brasil participa de uma pesquisa internacional que busca compreender melhor a busca da cura […]

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O Brasil participa de uma pesquisa internacional que busca compreender melhor a busca da cura hepatite B e encontrar caminhos para uma eventual cura da infecção. O estudo reúne pesquisadores de diferentes países e, no Brasil, conta com a participação do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes), e da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho começou no país em 2026 e deverá durar cerca de cinco anos.

A pesquisa é coordenada pela Faculdade de Medicina da Johns Hopkins University e envolve grupos de pesquisa do Brasil, Índia, Senegal e Uganda. A proposta é investigar, em nível celular, como o vírus da hepatite B se comporta em diferentes pacientes e como o sistema imunológico reage à infecção, incluindo casos de coinfecção por hepatite B e HIV.

O que a pesquisa pretende descobrir

O estudo não significa que uma cura já esteja disponível. Esse é um ponto importante para evitar uma interpretação equivocada da notícia.

Hoje, a hepatite B crônica pode ser controlada com medicamentos, mas os tratamentos existentes não eliminam definitivamente o vírus do organismo. O objetivo dos pesquisadores é descobrir características do vírus, do sistema imunológico e dos próprios pacientes que possam indicar novos alvos para tratamentos futuros.

Entre as questões investigadas estão as razões pelas quais a doença evolui de maneira diferente entre os pacientes, quais características genéticas podem estar associadas a uma evolução mais lenta e quais componentes do vírus poderiam funcionar como indicadores de resposta ao tratamento ou de possível cura.

Essa abordagem pode ajudar a orientar o desenvolvimento de novos medicamentos, inclusive terapias capazes de estimular ou modificar a resposta imunológica contra o vírus.

Brasil terá 150 participantes no estudo

O projeto prevê o acompanhamento de 600 pacientes, distribuídos entre os quatro países participantes, com 150 pacientes por país. No grupo brasileiro, 75 participantes serão acompanhados pela equipe coordenada pela pesquisadora Tânia Reuter, do Hucam-Ufes.

O recrutamento brasileiro começou em julho de 2026. Segundo a pesquisadora, 40 pessoas já haviam sido incluídas no momento da divulgação da pesquisa, e a expectativa é completar os 75 participantes até o final de 2026. O prazo estabelecido para o recrutamento vai até meados de 2027.

A pesquisa também terá duração longa: os participantes serão observados por aproximadamente quatro anos e meio, dentro de um projeto que deverá se estender por cerca de cinco anos no Brasil.

Contexto e impacto prático

A importância do estudo está relacionada ao tamanho do problema. A hepatite B é frequentemente silenciosa: muitas pessoas podem permanecer sem sintomas durante anos, enquanto a infecção crônica pode provocar danos progressivos ao fígado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 240 milhões de pessoas viviam com hepatite B crônica em 2024. No mesmo ano, cerca de 1,1 milhão de mortes foram relacionadas à hepatite B, principalmente por cirrose e câncer de fígado.

No Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 276,6 mil casos confirmados entre 2000 e 2022, conforme os dados citados na reportagem da Agência Brasil.

O desafio também é global. A OMS estabeleceu como meta eliminar as hepatites virais como ameaça à saúde pública até 2030, mas seu relatório de 2026 afirma que o ritmo atual ainda não é suficiente para alcançar plenamente os objetivos estabelecidos.

Por isso, uma eventual terapia capaz de alcançar uma cura funcional para a hepatite B teria impacto que ultrapassaria o tratamento individual. Poderia reduzir a progressão para cirrose e câncer hepático e diminuir, no longo prazo, o número de pessoas que dependem de tratamento contínuo.

A prevenção continua sendo a principal proteção

A perspectiva de novos tratamentos não diminui a importância da prevenção. A hepatite B possui uma das ferramentas mais eficazes de prevenção disponíveis: a vacinação.

No Brasil, a vacina está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas não vacinadas, independentemente da idade. Para crianças, o calendário prevê doses ao nascer e aos 2, 4 e 6 meses. Para adultos, o esquema habitual é de três doses.

O vírus também pode ser transmitido por relações sexuais e pelo contato com sangue contaminado. Por isso, o uso de preservativos e a não utilização compartilhada de objetos que possam provocar contato com sangue, como lâminas, materiais de manicure e instrumentos perfurocortantes, fazem parte das medidas de prevenção.

Cura da hepatite B

Pontos-chave da pesquisa

InformaçãoDetalhe
ObjetivoEncontrar novos alvos para tratamentos e avançar na busca por uma cura
Participantes globais600 pacientes
Participantes por país150
Participantes acompanhados no Brasil pela equipe do Hucam-Ufes75
Países envolvidosBrasil, Índia, Senegal e Uganda
Início do estudo no Brasil2026
Duração aproximada5 anos
Acompanhamento dos participantesCerca de 4 anos e meio
Recrutamento brasileiroIniciado em julho de 2026
Participantes já recrutados na divulgação40
Meta brasileiraCompletar 75 participantes até o fim de 2026
Prazo previsto para recrutamentoMeados de 2027

Dados da pesquisa conforme informações divulgadas pela Agência Brasil.

O que muda para quem tem hepatite B hoje?

Pouco muda imediatamente. A pesquisa ainda está em fase de investigação e seus resultados não representam um novo tratamento disponível para a população.

Para quem já possui hepatite B, o acompanhamento médico continua sendo fundamental. Os medicamentos disponíveis atualmente não eliminam o vírus, mas podem reduzir a progressão da doença e o risco de complicações graves, como cirrose e câncer hepático.

O verdadeiro potencial da pesquisa está no que poderá acontecer depois que os pesquisadores identificarem mecanismos capazes de explicar por que determinados pacientes respondem melhor ou apresentam evolução diferente da doença.

Perguntas frequentes

A hepatite B já tem cura?

Não. Atualmente, não existe cura definitiva para a hepatite B crônica. Existem tratamentos capazes de controlar a infecção e reduzir o risco de complicações. A pesquisa brasileira e internacional busca justamente encontrar novos caminhos que possam levar a uma cura funcional.

A vacina contra hepatite B está disponível no SUS?

Sim. A vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas que ainda não foram vacinadas, independentemente da idade.

A pesquisa significa que um novo medicamento já está disponível?

Não. O estudo ainda está investigando mecanismos da infecção e possíveis alvos terapêuticos. Qualquer medicamento desenvolvido a partir dessas descobertas ainda precisaria passar pelas etapas necessárias de pesquisa, avaliação de segurança e eficácia e aprovação regulatória.

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Fontes confiáveis: Agência Brasil — matéria original · Organização Mundial da Saúde — Global Hepatitis Report 2026 · Ministério da Saúde — Hepatite B

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Tabagismo atinge 19% dos jovens e supera média nacional https://linhadiretanews.com.br/tabagismo-entre-jovens-brasileiros/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=tabagismo-entre-jovens-brasileiros https://linhadiretanews.com.br/tabagismo-entre-jovens-brasileiros/#respond Thu, 27 Aug 2026 00:09:40 +0000 https://linhadiretanews.com.br/?p=8153 O tabagismo entre jovens brasileiros, apresenta seu maior índice entre brasileiros de 16 a 24 […]

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O tabagismo entre jovens brasileiros, apresenta seu maior índice entre brasileiros de 16 a 24 anos, segundo pesquisa realizada pelo Instituto A.C. Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus. O levantamento, que ouviu mais de 2 mil pessoas em todo o país, mostra que 19% dos entrevistados nessa faixa etária se declaram fumantes ativos, considerando cigarros convencionais e eletrônicos. O percentual está acima da média nacional, de 17%, e supera os índices registrados em todas as demais faixas etárias.

O resultado chama atenção principalmente porque a própria pesquisa aponta que o primeiro contato com o cigarro acontece, em média, aos 16 anos. Para Helano Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, esse cenário coloca adolescentes e jovens adultos em uma situação que exige atenção prioritária.

O que os números mostram sobre o comportamento dos jovens

A distribuição por idade revela uma diferença importante. Enquanto 19% dos entrevistados de 16 a 24 anos afirmam fumar, o índice cai para 15% entre pessoas de 25 a 40 anos, a menor taxa registrada pela pesquisa.

Entre os brasileiros com mais de 60 anos, 16% se declaram fumantes. Na faixa de 41 a 59 anos, o percentual chega a 17%. Assim, o grupo mais jovem aparece isoladamente no topo do levantamento.

O dado não significa, por si só, que o tabagismo esteja necessariamente crescendo entre os jovens ao longo do tempo, já que a pesquisa apresentada não estabelece uma série histórica. O que ela demonstra é que, dentro da amostra pesquisada, a proporção de fumantes ativos é maior justamente entre 16 e 24 anos.

Essa diferença é relevante porque o início precoce pode ampliar o período de exposição ao tabaco ao longo da vida. A pesquisa identifica os 16 anos como idade média do primeiro contato com o cigarro, o que ajuda a explicar por que a prevenção precisa começar antes que o hábito esteja consolidado.

Impacto prático: o problema não fica restrito a quem fuma

tabagismo entre jovens brasileiros

Os efeitos do tabagismo também alcançam pessoas que não consomem cigarros. De acordo com o levantamento, 33% da população brasileira compartilha frequentemente ambientes domésticos ou de trabalho com fumantes.

Isso significa que aproximadamente um em cada três entrevistados está regularmente exposto a ambientes onde há consumo de tabaco. A exposição passiva à fumaça está associada ao aumento das chances de desenvolvimento de câncer pulmonar, inclusive entre pessoas que nunca fumaram.

Para as famílias, o resultado reforça que o problema não deve ser tratado apenas como uma escolha individual. Quando o consumo acontece dentro de casa, por exemplo, outras pessoas também podem ser expostas.

Condição econômica e escolaridade também aparecem associadas ao tabagismo

Outro aspecto importante do levantamento é a relação entre o hábito de fumar e características socioeconômicas.

Entre os entrevistados com renda de até um salário mínimo, 19% são fumantes. Já entre aqueles que concluíram apenas o ensino fundamental, o índice chega a 21%.

Esses números não permitem concluir que renda ou escolaridade sejam, isoladamente, responsáveis pelo consumo de cigarros. Eles mostram, porém, que o tabagismo não está distribuído de maneira uniforme pela população.

Para políticas de prevenção, essa diferença pode ser relevante: campanhas genéricas podem ter alcance limitado se não considerarem os diferentes contextos sociais em que o consumo acontece.

O que acontece quando a pessoa deixa de fumar

A pesquisa também apresenta um dado que merece atenção: entre os participantes com mais de 60 anos, 32% são ex-fumantes, maior proporção entre as faixas etárias analisadas.

O percentual de ex-fumantes é de 15% entre pessoas de 41 a 59 anos, 10% na faixa de 25 a 40 anos e 8% entre os jovens de 16 a 24 anos.

O levantamento ainda encontrou associação entre abandonar o cigarro e a adoção de outros hábitos. Entre os ex-fumantes, 44% relataram apenas um hábito considerado prejudicial à saúde, enquanto os fumantes apresentaram maior concentração de múltiplos comportamentos de risco.

Isso sugere que deixar de fumar pode estar relacionado a mudanças mais amplas na rotina. Mas é importante não interpretar essa associação como prova de causa e efeito: os dados mostram uma relação observada na pesquisa, e não que abandonar o cigarro automaticamente provoque mudanças nos demais hábitos.

Tabagismo aparece acompanhado de outros comportamentos de risco

Entre os fumantes entrevistados, 84% relataram manter até quatro hábitos prejudiciais à saúde. Entre os comportamentos citados estão o sedentarismo e o consumo exagerado de frituras e produtos ultraprocessados.

Na outra ponta, 18% das pessoas que nunca fumaram afirmaram não possuir nenhum hábito prejudicial, o dobro dos 9% registrados entre fumantes.

O dado ajuda a ampliar a discussão: combater o tabagismo pode fazer parte de uma estratégia mais abrangente de promoção da saúde, em vez de ser tratado isoladamente.

Diferenças regionais também chamam atenção

O Sul apresentou a maior proporção de fumantes entre as regiões analisadas, com 22%. O Sudeste aparece em seguida, com 19%. Nordeste e Norte/Centro-Oeste registraram 13% cada.

A diferença regional mostra que a realidade do tabagismo não é uniforme no país. O resultado também reforça a importância de interpretar pesquisas nacionais considerando as características específicas de cada região.

Um dado que merece cuidado: a percepção dos próprios fumantes

Outro resultado chama atenção: 63% dos fumantes classificaram sua própria saúde como “ótima” ou “boa”. Entre aqueles que nunca fumaram, o percentual foi de 61%.

A diferença, entretanto, está dentro da margem de erro da pesquisa. Portanto, não é possível afirmar que os fumantes tenham uma percepção de saúde melhor do que os não fumantes.

O dado é importante porque mostra uma possível distância entre a percepção individual e os riscos associados ao hábito. Sentir-se saudável não significa necessariamente estar livre dos efeitos decorrentes da exposição ao tabaco.

Pontos-chave da pesquisa

IndicadorResultado
Fumantes entre 16 e 24 anos19%
Média nacional de fumantes17%
Fumantes entre 25 e 40 anos15%
Fumantes entre 41 e 59 anos17%
Fumantes com mais de 60 anos16%
Primeiro contato com o cigarro16 anos, em média
Pessoas expostas frequentemente a fumantes em casa ou no trabalho33%
Ex-fumantes com mais de 60 anos32%
Fumantes com renda de até um salário mínimo19%
Fumantes com ensino fundamental21%
Fumantes com até quatro hábitos prejudiciais84%
Fumantes que consideram a própria saúde ótima ou boa63%

Dados referentes à pesquisa do Instituto A.C. Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus, divulgada em 26 de agosto de 2026.

Perguntas frequentes

1. Qual faixa etária apresentou o maior índice de tabagismo?

O maior percentual foi registrado entre brasileiros de 16 a 24 anos: 19% dos entrevistados nessa faixa declararam ser fumantes ativos de cigarros convencionais ou eletrônicos.

2. Com que idade ocorre o primeiro contato com o cigarro?

Segundo a pesquisa, o primeiro contato acontece, em média, aos 16 anos.

3. Quem não fuma também pode ser afetado?

Sim. A pesquisa aponta que 33% da população brasileira compartilha frequentemente ambientes domésticos ou de trabalho com fumantes. A exposição passiva à fumaça pode aumentar as chances de desenvolvimento de câncer pulmonar, inclusive em pessoas que nunca fumaram.

O que essa pesquisa revela além do percentual de fumantes

O dado mais importante do levantamento talvez não seja apenas o fato de os jovens apresentarem o maior percentual de fumantes. O resultado coloca em evidência a idade em que o hábito começa e o risco de sua manutenção ao longo da vida.

Ao mesmo tempo, os números mostram que o tabagismo está relacionado, na população pesquisada, a diferenças socioeconômicas, exposição de terceiros e concentração de outros comportamentos prejudiciais à saúde.

Há, portanto, mais de uma frente de atenção: impedir que adolescentes e jovens iniciem o consumo, ampliar o apoio a quem deseja abandonar o cigarro e reduzir a exposição de pessoas que convivem com fumantes.

A pesquisa não permite afirmar que o tabagismo esteja aumentando entre os jovens, porque não apresenta, na matéria divulgada, uma comparação histórica capaz de demonstrar essa tendência. O que os dados permitem afirmar é que os brasileiros de 16 a 24 anos tiveram a maior proporção de fumantes entre todas as faixas etárias analisadas, um resultado que merece atenção de famílias, escolas, profissionais de saúde e formuladores de políticas públicas.

Fonte principal: Agência Brasil

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Alerta envolve uso de canetas emagrecedoras em crianças sem indicação e sem acompanhamento médico

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nesta segunda-feira (24) uma nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, popularmente chamados de “canetas emagrecedoras”, por crianças e adolescentes. A entidade afirma que o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos.

Entre os riscos apontados estão déficit de crescimento e desenvolvimento, desidratação, alterações nos eletrólitos do organismo, perda de massa muscular, pancreatite aguda e problemas na vesícula. A SBP também alerta para possíveis impactos psicológicos quando esses medicamentos são utilizados exclusivamente com finalidade estética.

A discussão ganha importância porque os medicamentos passaram a ocupar espaço crescente nas redes sociais e no debate público sobre emagrecimento. Para os pediatras, o problema não está simplesmente na existência desses tratamentos, mas na banalização de seu uso.

O medicamento não deve ser tratado como solução estética

Uso de canetas emagrecedoras em crianças exige avaliação

Um dos pontos centrais do alerta da SBP é a diferença entre tratar uma doença e buscar apenas uma mudança na aparência.

Segundo a entidade, medicamentos dessa classe possuem indicações específicas, entre elas obesidade e diabetes tipo 2. Mesmo quando uma criança ou adolescente apresenta uma dessas condições, porém, a prescrição não é automática.

O médico deve avaliar fatores como a gravidade da doença, a existência de outras condições associadas, a resposta a tratamentos anteriores, os possíveis riscos, causado pelo Uso de canetas emagrecedoras em crianças a capacidade de acompanhamento e as expectativas do paciente e da família.

A SBP recomenda ainda abandonar, o uso sempre que possível, a expressão “canetas emagrecedoras” e utilizar “medicamentos para tratar a obesidade”. A mudança de linguagem não é apenas semântica: segundo a entidade, ela ajuda a deixar claro que a obesidade é uma doença crônica e que o objetivo do tratamento é melhorar a saúde e a qualidade de vida, e não simplesmente reduzir o peso.

O que pode acontecer quando o uso de canetas emagrecedoras em crianças é inadequado

Os efeitos adversos mais comuns relatados pela SBP são gastrointestinais e tendem a aparecer principalmente durante o aumento gradual das doses.

Entre eles estão:

  • náuseas;
  • vômitos;
  • refluxo;
  • azia;
  • diarreia;
  • constipação.

A perda de massa muscular também é apontada como um risco que precisa ser acompanhado. Em situações potencialmente graves, a entidade cita pancreatite, hipoglicemia e colelitíase, condição caracterizada pela formação de cálculos na vesícula biliar.

Isso ajuda a explicar por que a ideia de que uma caneta pode ser utilizada simplesmente para “perder alguns quilos” é inadequada. O efeito sobre o peso não elimina a necessidade de avaliação médica nem transforma o medicamento em produto de uso livre.

O risco vai além dos efeitos físicos

Para crianças e adolescentes, existe ainda uma preocupação adicional: a relação com a imagem corporal.

A SBP alerta que o uso de canetas emagrecedoras em crianças, com finalidade exclusivamente estética pode funcionar como gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de estar associado a ansiedade e quadros depressivos relacionados à percepção do próprio corpo.

Esse aspecto é particularmente relevante durante a adolescência, fase marcada por mudanças físicas e psicológicas. A pressão por determinados padrões de aparência pode transformar uma intervenção originalmente destinada ao tratamento de uma doença em uma tentativa de adequação estética.

Por isso, o acompanhamento não deve se limitar à balança. A decisão terapêutica precisa considerar também o desenvolvimento, a alimentação, o comportamento e as condições gerais de saúde do paciente.

O que a SBP diz sobre adolescentes com obesidade

Uso de canetas emagrecedoras em crianças exige avaliação

O alerta dos pediatras não significa que o uso de canetas emagrecedoras sejam considerados ineficazes ou proibidos para todos os adolescentes e crianças.

A própria SBP afirma que as evidências científicas disponíveis demonstram eficácia e segurança desses medicamentos em adolescentes quando utilizados dentro dos critérios estudados e associados a intervenções sobre o estilo de vida.

A diferença está justamente no contexto.

Um tratamento prescrito para um adolescente com indicação médica, acompanhado por profissionais e integrado a mudanças de hábitos é uma situação diferente da utilização por conta própria, motivada apenas pela aparência ou por recomendações encontradas nas redes sociais.

Produtos clandestinos também preocupam

A SBP contraindica o uso de canetas emagrecedoras em crianças sem procedência ou registro sanitário. Isso inclui preparações clandestinas, medicamentos manipulados ou produtos importados sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Esse ponto merece atenção porque a popularização das canetas para controle de peso também ampliou o interesse por produtos vendidos fora dos canais regulares.

A Anvisa já adotou medidas contra produtos sem registro que prometiam emagrecimento e alertou que itens de origem desconhecida não oferecem garantia sobre conteúdo ou qualidade.

Para o consumidor, a consequência prática é simples: não basta saber qual substância está sendo anunciada. É necessário verificar se o medicamento possui registro sanitário e se está sendo adquirido por meio regular.

Principais pontos do alerta sobre o uso de canetas emagrecedoras em crianças

PontoO que diz a SBP
Público do alertaCrianças e adolescentes
Problema principalUso sem indicação e sem acompanhamento médico
Indicações citadasObesidade e diabetes tipo 2
Efeitos comunsNáuseas, vômitos, refluxo, azia, diarreia e constipação
Outros riscosPerda de massa muscular, desidratação e alterações eletrolíticas
Eventos potencialmente gravesPancreatite, hipoglicemia e colelitíase
Uso estéticoNão recomendado para adolescentes com peso adequado
Produtos clandestinosContraindicados
AcompanhamentoDeve considerar doença, riscos, tratamentos anteriores e expectativas da família

Contraindicações exigem atenção

A SBP alerta que esses medicamentos são contraindicados para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a componentes da formulação, além de gestantes e lactantes.

Também há contraindicação para pacientes com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2. Já um histórico de pancreatite é considerado uma contraindicação relativa e exige avaliação médica individualizada.

Perguntas frequentes

Crianças e adolescentes podem usar canetas emagrecedoras?
Podem existir situações clínicas em que medicamentos dessa classe sejam utilizados em adolescentes, mas a SBP destaca que a indicação depende de avaliação médica e dos critérios adequados. O uso não deve ocorrer por conta própria ou exclusivamente para fins estéticos.

O uso dessas canetas é considerado seguro?
A SBP afirma que há evidências de eficácia e segurança em adolescentes quando os medicamentos são utilizados dentro dos critérios estudados e associados a intervenções sobre o estilo de vida. Isso não significa que sejam medicamentos isentos de riscos.

Comprar uma caneta sem registro ou de origem desconhecida é seguro?
Não. A SBP contraindica produtos sem procedência ou registro sanitário. A Anvisa também já proibiu produtos destinados ao emagrecimento que não tinham registro ou procedência regular.

O alerta da Sociedade Brasileira de Pediatria coloca um limite importante no debate sobre as chamadas canetas emagrecedoras: o tratamento da obesidade não deve ser confundido com uma busca rápida por padrões de aparência. Para crianças e adolescentes, a decisão de utilizar medicamentos precisa considerar não apenas o peso, mas o desenvolvimento, as condições de saúde, os riscos e o acompanhamento necessário.

Leia mais em Bastidores da Nação.

Com informações complementares da Agência Brasil.

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