Mark Zuckerberg Nega Alegações de Vício de Jovens em Redes Sociais em Julgamento Histórico

Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta Platforms, reiterou em tribunal que a empresa não incentiva o vício em redes sociais entre jovens nem permite o uso de suas plataformas por menores de 13 anos. Durante um julgamento histórico, ele foi confrontado com evidências que sugerem uma contradição nessas afirmações.

As Alegações Centrais do Processo

O julgamento envolve uma mulher da Califórnia que alega que o Instagram e o YouTube buscaram lucrar ao viciar crianças em seus serviços, mesmo cientes dos potenciais danos à saúde mental. Ela afirma que os aplicativos exacerbaram sua depressão e pensamentos suicidas. Em resposta, a Meta e o Google negaram as acusações, destacando esforços e recursos adicionados para a segurança dos usuários.

Confronto com Evidências Internas e Testemunho

Mark Lanier, advogado da autora, pressionou Zuckerberg com documentos internos da Meta, incluindo uma apresentação do Instagram de 2018 que afirmava a necessidade de 'conquistar' pré-adolescentes para ter sucesso. Zuckerberg defendeu-se, dizendo que o advogado estava 'distorcendo' suas declarações e que a Meta considerou, mas não concretizou, versões de serviços para crianças menores de 13 anos. Ele também argumentou que é difícil para desenvolvedores de aplicativos verificarem a idade dos usuários, sugerindo que a responsabilidade deveria ser dos fabricantes de dispositivos móveis. Um e-mail interno do ex-vice-presidente Nick Clegg foi apresentado, questionando a aplicabilidade dos limites de idade. Zuckerberg ainda testemunhou que adolescentes representam menos de 1% da receita do Instagram.

O Debate sobre o Tempo de Tela

O CEO também foi questionado sobre declarações anteriores ao Congresso dos EUA, onde afirmou não ter instruído suas equipes a maximizar o tempo de uso. Lanier exibiu e-mails de 2014 e 2015 nos quais Zuckerberg estabelecia metas para aumentar o tempo gasto no aplicativo em percentuais de dois dígitos. Zuckerberg respondeu que, embora tais metas tivessem sido estabelecidas no passado, a abordagem da companhia havia mudado. Um documento de 2022, que listava 'marcos' para o Instagram, incluindo o aumento gradual do tempo de uso diário de 40 para 46 minutos até 2026, foi interpretado por Zuckerberg como 'constatações' para a diretoria sobre o desempenho da empresa, e não 'metas' para viciar. Ele afirmou que a companhia estabelece esses objetivos para proporcionar uma boa experiência aos usuários, resultando no uso mais frequente dos serviços.

Repercussão Global e Implicações do Julgamento

Este julgamento em Los Angeles é parte de uma onda crescente de processos contra empresas de mídia social nos Estados Unidos, refletindo uma reação global mais ampla sobre o impacto dessas plataformas em usuários jovens. Antes do início deste processo, concorrentes da Meta, como Snap e TikTok, chegaram a um acordo com a autora da ação. Esta foi a primeira vez que Mark Zuckerberg testemunhou em tribunal sobre o impacto do Instagram na saúde mental de jovens usuários.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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