O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, por meio de publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (2), o apoio do governo brasileiro à candidatura da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), visando o mandato que se iniciará em 2027. Lula destacou que, em oitenta anos de história da organização, seria o momento de uma mulher assumir a liderança.
Lula ressaltou a trajetória pioneira de Bachelet, que foi a primeira mulher a presidir o Chile por duas vezes e a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde em seu país. Ele também lembrou sua atuação em funções de alto nível no sistema multilateral.
Dentro das Nações Unidas, Bachelet desempenhou um papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres como sua primeira diretora-executiva, expandindo a agenda da igualdade institucionalmente. Como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, ela dedicou-se a proteger os mais vulneráveis, promover o direito humano a um meio ambiente limpo e sustentável, e amplificar vozes necessitadas de escuta.
Segundo o presidente brasileiro, a experiência, a liderança e o compromisso de Bachelet com o multilateralismo a qualificam para guiar a ONU em um cenário internacional complexo, marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos.
É importante contextualizar que o atual secretário-geral das Nações Unidas é o português António Guterres, cujo segundo mandato de cinco anos (2022-2026) se iniciou em 2022. O próximo secretário-geral assumirá o posto em 1º de janeiro de 2027.
Apoio Conjunto de Nações
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores detalhou que a candidatura de Bachelet foi apresentada formalmente nesta segunda-feira pelos governos do Chile, do Brasil e do México. Essa iniciativa reflete a vontade compartilhada dos países de fortalecer ativamente o sistema multilateral e promover uma liderança apta a enfrentar os desafios contemporâneos.
A ampla experiência da ex-presidenta Bachelet na condução de processos políticos complexos, sua notável capacidade de facilitar o diálogo e seu comprometimento com os princípios fundamentais da ONU são vistos como contribuições substantivas para uma organização mais eficaz, representativa e focada no bem-estar global.
O Itamaraty ainda mencionou o atual panorama internacional de 'grande complexidade' e a relevância da ONU como o principal fórum para o diálogo e a construção de soluções coletivas em áreas cruciais como paz e segurança internacional, desenvolvimento sustentável, direitos humanos e ação climática.
A nota do ministério concluiu reafirmando o compromisso do Brasil com o multilateralismo, considerado um pilar essencial para uma governança global pautada pela cooperação internacional e pelo respeito à autodeterminação dos povos.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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