O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou, em 9 de fevereiro, que o governo brasileiro projeta a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia nos 'próximos dias' e espera que o pacto comercial entre em vigor ainda em 2026. É importante ressaltar que a concretização e o cronograma desses eventos são projeções e dependem de processos de aprovação legislativa.
Caminho para a Vigência e Ganhos Anunciados
Para que o acordo seja internalizado e entre em vigor, é essencial a aprovação tanto do Parlamento Europeu quanto dos Congressos dos países membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). Segundo Alckmin, a sociedade se beneficiará com a oferta de produtos mais acessíveis e de maior qualidade no mercado. Ele também mencionou a possibilidade de o acordo entrar em vigência mais cedo para o Brasil, independentemente dos outros membros do Mercosul, caso o Congresso brasileiro conclua a votação no primeiro semestre.
Potencial de Emprego e Investimento
O vice-presidente enfatizou que o acordo possui um significativo potencial para impulsionar a geração de empregos e atrair investimentos para o Brasil e a região do Mercosul. Ele prevê um aumento nos investimentos europeus no Mercosul e no Brasil, assim como mais investimentos brasileiros nos 27 países da Europa. Alckmin destacou que o acordo reforça o multilateralismo frente ao isolacionismo, sublinhando que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com uma corrente comercial de US$ 100 bilhões no ano passado, ficando atrás apenas da China.
A relevância do bloco europeu é ilustrada pelos dados: a indústria de transformação brasileira, por exemplo, exportou US$ 23,6 bilhões para a UE, um crescimento de 5,4% que superou a média mundial (3,8%) para o setor. Além disso, a União Europeia figurou como o primeiro ou segundo destino das exportações para 22 estados brasileiros no ano passado. Alckmin também informou que cerca de 30% dos exportadores brasileiros — mais de 9 mil empresas que empregam acima de três milhões de trabalhadores — vendem seus produtos para o continente europeu.
Sustentabilidade e Contexto Geopolítico Global
Alckmin ressaltou que o acordo estabelece um comércio baseado em regras e fortalece a pauta da sustentabilidade, com compromissos dos países no combate às mudanças climáticas, descrevendo-o como uma situação de 'ganha-ganha'. Ele ainda ponderou sobre a importância estratégica do acordo em um cenário geopolítico 'difícil, de instabilidade e de conflitos', afirmando que a iniciativa demonstra a viabilidade de construir caminhos para o comércio aberto e o fortalecimento do multilateralismo.
Confirmação da Comissão Europeia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou o apoio do Conselho da União Europeia ao acordo comercial com o Mercosul, classificando a decisão como 'histórica'. Em uma postagem, ela reforçou o compromisso de gerar crescimento e empregos, além de salvaguardar os interesses de consumidores e empresas europeias.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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