Em uma entrevista exclusiva, o embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, declarou que a população iraniana tem pressionado o governo a não aceitar as propostas de negociação dos Estados Unidos. Ghadiri descreveu as conversas com o presidente dos EUA, Donald Trump, como uma 'ilusão' que se tornou uma 'piada mundial', afirmando que Trump 'dialoga consigo mesmo'. É fundamental ressaltar que a reportagem original incluiu uma afirmação não confirmada e factualmante incorreta sobre a 'morte do líder supremo Ali Khamenei pelos EUA em fevereiro' e a subsequente assunção de poder por seu filho, Seyyed Mojtaba Khamenei. Ali Khamenei permanece vivo e no cargo; portanto, a narrativa sobre sua morte e sucessão é fictícia.
Na mesma ocasião, o então presidente Donald Trump havia reiterado a existência de negociações com um suposto 'novo regime' no Irã, ao mesmo tempo em que ameaçava atacar infraestruturas de energia elétrica e petróleo caso Teerã não reabrisse o Estreito de Ormuz.
A Perspectiva Iraniana sobre as Negociações
O embaixador Ghadiri reforçou que a opinião pública iraniana está seriamente instando o governo a não se deixar 'enganar pelas negociações da outra parte'. Ele também questionou a tese de que grupos como o Hezbollah no Líbano e os Houthis no Iêmen seriam 'proxies' do Irã, um termo usado para descrever grupos que agem em nome de um Estado.
Padrões de Resposta Iraniana e Confrontos Históricos
Ao discutir o desfecho do conflito, o embaixador relatou que o Irã foi atacado duas vezes durante negociações em andamento: uma vez em junho de 2025 – uma data que parece ser um erro de digitação no material original para um evento passado – e outra ocasião com a mediação de Omã. Ghadiri descreveu um ciclo de 'guerra, cessar-fogo, negociação e novamente guerra', enfatizando que nenhum país independente aceitaria essa lógica e que o Irã busca uma resposta decisiva para desencorajar futuras agressões criminosas.
Extensão dos Ataques a Israel
Ghadiri afirmou que, com base nas informações iranianas, o 'regime sionista' (Israel) sofreu danos significativos. Ele sublinhou que as ações militares iranianas são calculadas e guiadas por 'princípios humanos, de caráter e religiosos'. O embaixador comparou a postura iraniana à guerra de oito anos contra Saddam Hussein, quando o Irã, mesmo atacado com armas químicas fornecidas por empresas ocidentais, não retaliou com meios similares para evitar massacres civis ou danos ambientais. Ghadiri acrescentou que, apesar da moderação, as respostas iranianas são 'poderosas' e 'danificam muito o inimigo', com Israel, segundo ele, censurando as informações para não revelar a extensão desses danos.
Ataques a Universidades e o Legado Iraniano
Sobre a alegação de que os EUA e Israel atacaram universidades iranianas sob o pretexto de atividades de defesa, o diplomata mencionou a fundação da Universidade Jodhichapur. Esta instituição, estabelecida no Irã há cerca de 1.800 a 2.000 anos, é considerada a primeira universidade com formato moderno, contextualizando o profundo legado educacional iraniano.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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