O Ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, declarou nesta sexta-feira (20) não vislumbrar um fim óbvio para o conflito em curso no Oriente Médio no curto prazo. Após um encontro com o colega israelense Gideon Saar em Tel Aviv, Barrot reiterou que a França e seus aliados continuarão empenhados na busca por uma solução duradoura, apesar da ausência de uma saída imediata para a escalada regional, que se desenrola desde 7 de outubro de 2023.
Contexto da Missão Diplomática
A visita de Barrot a Israel sucedeu uma viagem ao Líbano na quinta-feira, parte dos esforços para diminuir a escalada da crise e promover um cessar-fogo. A volatilidade da região foi evidenciada quando o ministro, sua equipe e a imprensa tiveram que buscar abrigo antiaéreo durante uma coletiva, após alertas militares israelenses sobre o lançamento de mísseis pelo Irã.
Posicionamento da França e Esforços de Mediação
Devido aos laços históricos com o Líbano, a França, em conjunto com os Estados Unidos, tem procurado mediar o conflito que se intensificou após o lançamento de mísseis do Hezbollah, apoiado pelo Irã, contra Israel. Barrot delineou as reservas de Paris sobre uma possível operação terrestre israelense no sul do Líbano, ao mesmo tempo em que salientou a necessidade de o Exército libanês desarmar o Hezbollah, conforme exigido pelo governo libanês.
Diálogo e Recusas Regionais
Israel rejeitou uma oferta de Beirute para conversações diretas, classificando-a como insuficiente e tardia. Fontes indicam que, embora o governo libanês compartilhe o objetivo de desarmar o Hezbollah, teme que uma ação direta contra o grupo possa deflagrar uma guerra civil. O presidente libanês, Joseph Aoun, que se reuniu com Barrot, expressou disposição para iniciar negociações diretas com Israel. Contudo, o Hezbollah recusou a iniciativa e manteve os combates.
Propostas de Paz e Recepção Internacional
Na semana anterior, a França apresentou contrapropostas às ideias dos EUA para pôr fim ao conflito. Diplomatas relataram que Washington demonstrou uma recepção morna às propostas, embora as discussões prossigam. Israel, por sua vez, rejeitou as sugestões francesas.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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