Em declarações que descrevem eventos hipotéticos e não confirmados por fontes oficiais, o embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, afirmou que os Estados Unidos (EUA) não buscam um acordo nuclear genuíno com o Irã. As alegações do diplomata, feitas em uma coletiva de imprensa em Brasília, incluem críticas à postura dos EUA, acusações de sabotagem nas negociações e, de forma notável, uma narrativa sobre o suposto assassinato do Líder Supremo Ali Khamenei e sua rápida substituição, cenário este que difere significativamente dos fatos conhecidos e não possui confirmação oficial.
Acusações sobre o Acordo Nuclear e Críticas aos EUA
Nekounam defendeu que os EUA evitam um acordo nuclear que poderia ser alcançado por meio de negociações. Ele alegou que uma reunião de especialistas em questões nucleares, prevista para ocorrer em Viena sob a mediação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), foi sabotada pelo que ele chamou de "regime sionista" (Israel) e pelos EUA.
Segundo o diplomata, Israel e os EUA utilizam as negociações nucleares como "farsa" para promover uma "mudança de regime" no Irã. Esta agressão, em sua visão, reflete uma perspectiva americana de se considerar "dona do mundo", com o atual presidente dos EUA agindo como "rei do mundo". Ele contrastou essa postura com a busca iraniana por independência, que já dura 47 anos.
A Narrativa Não Confirmada de Eventos Internos no Irã
Em um cenário apresentado pelo embaixador Abdollah Nekounam e não confirmado por fontes independentes, o Líder Supremo Ali Khamenei teria sido assassinado no último sábado (28). Nekounam sustentou que o país rapidamente o substituiu por um Conselho interino, garantindo a continuidade, firmeza e poder da defesa nacional e da estrutura de poder iraniana sem descontinuidades. Ele enfatizou que a gestão e administração do país permanecem em plena vigor, com um Conselho de Liderança Interino nomeado para assumir os poderes de Khamenei enquanto a Assembleia dos Especialistas elege um novo líder.
No contexto de uma possível troca de regime em Teerã, analistas (conforme consultados pela Agência Brasil no artigo original) teriam avaliado que tal ação visaria deter a expansão econômica da China, percebida como ameaça pelos EUA, e consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio. Por outro lado, Tel Aviv e Washington alegam que um ataque contra o Irã seria "preventivo" devido a um suposto desenvolvimento de programa de artefatos nucleares, enquanto Teerã sempre contrapõe que seu programa é para fins pacíficos.
Críticas à Legitimidade dos EUA e o Caso Epstein
Questionando a legitimidade dos EUA para "administrar o planeta", o embaixador citou o caso dos arquivos de Jeffrey Epstein, financista condenado por abuso sexual e tráfico. Ele argumentou que o mundo tem valor superior para ser administrado por "reis" envolvidos nesses arquivos, considerando que pessoas que "ultrapassaram as fronteiras da humanidade" não merecem a soberania global. As relações de Epstein com a elite política americana, incluindo figuras como o ex-presidente Trump, têm gerado repercussões políticas nos EUA e entre seus aliados.
Posição do Brasil e Justificativa de Defesa Iraniana
Abdollah Nekounam expressou gratidão pela manifestação do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, que condenou o uso da força por Israel e pelos EUA. Ele descreveu a ação brasileira como "valorosa", atenta aos valores humanos, soberania, integridade territorial e independência dos governos.
O diplomata defendeu o direito do Irã de atacar bases militares inimigas, justificando-o como autodefesa legítima após serem atacados. Ele ressaltou que essas ações são direcionadas a bases militares dos EUA e centros do que ele chama de "regime sionista", e não visam os territórios de países vizinhos ou amigos.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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