Declarações de Trump sobre Hipotéticas Ações em Cuba: Análise da Retórica e Implicações nas Relações Bilaterais

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua retórica contra Cuba ao proferir declarações que cogitam a possibilidade de ‘tomar’ a ilha ou ‘fazer o que quiser’ com ela. É crucial salientar que estas afirmações descrevem eventos hipotéticos e intenções não concretizadas, surgindo em um momento de delicadas conversações para a melhoria das relações entre os dois países, marcadas por uma história de adversidades e uma recente crise econômica em Cuba.

A Retórica de Trump e a Tensão Bilateral

As declarações de Trump, onde ele expressou esperar ter a “honra” de tomar Cuba de alguma forma e afirmou “posso fazer o que quiser” com o país, ocorreram no contexto de negociações iniciadas por EUA e Cuba para melhorar suas relações historicamente adversas. Esta tensão bilateral persiste há 67 anos, desde que Fidel Castro derrubou um governo próximo aos EUA.

Em um evento no Salão Oval, Trump reiterou a repórteres: “Acredito que terei a honra de tomar Cuba. Essa é uma grande honra. Tomar Cuba de alguma forma. Quero dizer, se eu a libero, se eu a tomo. Acho que posso fazer o que quiser com ela.” As falas coincidiram com uma crise econômica sem precedentes na ilha, agravada por um bloqueio de petróleo imposto pelos EUA.

Relatos de Objetivos Americanos nas Negociações

Após as declarações de Trump, o New York Times noticiou que a destituição do presidente cubano Miguel Díaz-Canel é um dos principais objetivos dos EUA nas negociações bilaterais. Citando quatro fontes familiarizadas com as conversações, o jornal indicou que os americanos sinalizaram aos negociadores cubanos a necessidade da saída de Díaz-Canel, deixando os próximos passos a cargo de Cuba.

Cuba, por sua vez, tradicionalmente rejeita qualquer interferência em seus assuntos internos, considerando tais propostas como obstáculos para qualquer acordo. Díaz-Canel, que assumiu a presidência em 2018 sucedendo Fidel e Raúl Castro, afirmou esperar que as negociações com os EUA se baseiem em “princípios de igualdade e respeito pelos sistemas políticos de ambos os países, soberania e autodeterminação”.

Contexto Histórico e Crise Atual em Cuba

Trump, após eventos como a remoção de Nicolás Maduro do poder na Venezuela e ataques conjuntos com Israel ao Irã, cogitou abertamente que Cuba seria “a próxima”. Ele intensificou a pressão ao interromper todos os carregamentos de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçar impor tarifas a qualquer país que comercializasse petróleo com a ilha.

Como resultado, Cuba relatou três meses sem receber carregamentos de petróleo, o que levou a um severo racionamento de energia, interrupções prolongadas e paralisia de grande parte de sua economia. Recentemente, a rede elétrica de Cuba colapsou, deixando o país de 10 milhões de habitantes sem energia.

Ao longo de décadas, mais de uma dezena de presidentes dos EUA opuseram-se ao governo comunista de Cuba e criticaram seu histórico de direitos humanos. Contudo, Washington honrou sua promessa de não invadir Cuba ou apoiar uma invasão, parte de um acordo com a União Soviética para resolver a crise dos mísseis de 1962. A Casa Branca, até o momento, não detalhou a base legal para qualquer possível intervenção em Cuba.

Prioridades Declaradas por Trump

Em uma ocasião distinta, a bordo do Air Force One, Trump declarou a repórteres: “Estamos conversando com Cuba, mas vamos resolver o Irã antes de Cuba.”

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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