Crise Energética em Cuba: Três Meses sem Combustível em Meio ao Bloqueio dos EUA e Cenários Prospectivos Mencionados

Este artigo analisa a situação energética em Cuba, que, em um período relatado, completou três meses sem receber combustível devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos. O texto descreve os impactos diretos na ilha, as declarações de autoridades cubanas e as medidas adotadas para enfrentar a crise. Adicionalmente, são abordadas menções a eventos prospectivos ou futuras políticas, como um bloqueio naval à Venezuela a partir de 2025 e declarações de um ex-presidente dos EUA sobre possíveis mudanças em Cuba ligadas a um cenário de conflito no Irã, elementos que devem ser compreendidos como reportagens de intenções ou previsões da época, e não como fatos consumados ou confirmados no presente.

O presidente cubano Miguel-Díaz Canel informou, em uma coletiva de imprensa realizada em Havana, que o bloqueio dos EUA tem provocado a falta de energia em alguns municípios por até 30 horas. Ele destacou a gravidade da situação: “Já se passaram mais de três meses desde que um navio-tanque entrou em nosso país e estamos trabalhando em condições muito adversas que têm um impacto imensurável na vida de toda a nossa população.”

Contexto do Bloqueio Energético

Com aproximadamente 80% da energia do país gerada por termelétricas movidas a combustíveis, as medidas implementadas pelo governo Trump restringiram a capacidade de Cuba comprar petróleo no mercado global. Foi mencionado que essa situação poderia ser agravada por um bloqueio naval dos EUA à Venezuela, uma medida prospectiva anunciada para o final de 2025. O então presidente norte-americano, Donald Trump, assinou uma Ordem Executiva em 29 de janeiro, classificando Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança de Washington, justificando-a pelo alinhamento de Havana com Rússia, China e Irã. Essa decisão previa a imposição de tarifas comerciais a países que fornecessem ou vendessem petróleo a Cuba. O cerco econômico a Cuba, que já dura 66 anos desde as primeiras medidas após a Revolução Cubana de 1959, é visto como uma tentativa dos EUA de derrubar o governo liderado pelo Partido Comunista.

Diálogo Bilateral e Declarações

O presidente cubano informou que Havana iniciou recentemente conversações com representantes do governo dos EUA, alinhadas à política defendida pela Revolução Cubana, e que essas negociações estão em fase inicial. O objetivo é buscar, por meio do diálogo e com a facilitação de atores internacionais, uma solução para as diferenças bilaterais existentes entre as duas nações. Miguel-Díaz Canel acrescentou que Cuba comunicou aos EUA sua vontade de prosseguir o diálogo, fundamentado nos princípios de igualdade e respeito aos sistemas políticos, soberania e autodeterminação de ambos os países. Naquele período, o então presidente dos EUA, Donald Trump, emitiu declarações ameaçadoras sobre uma “mudança em breve” para o governo cubano, hipoteticamente vinculada a um cenário de guerra no Irã.

Medidas Adotadas por Cuba

Durante a coletiva, Miguel-Díaz Canel detalhou as ações do governo cubano para mitigar os efeitos da crise energética, incluindo o aumento da produção interna de petróleo, a expansão de usinas solares e o incentivo ao uso de carros elétricos. Ele afirmou que, durante o dia, a geração de eletricidade utiliza petróleo bruto nacional e termelétricas, com uma contribuição significativa de fontes de energia renováveis, que variou entre 49% e 51% do total de energia diurna. Apesar de as medidas terem amenizado a frequência dos apagões, o presidente reconheceu que Cuba ainda depende do petróleo importado para manter serviços essenciais como saúde, educação, transporte e sistemas de distribuição de energia. Canel lamentou que, devido à falta de energia elétrica, dezenas de milhares de pessoas aguardam cirurgias no país, incluindo um número expressivo de crianças.

O Cotidiano e a Gravidade da Crise

Moradores de Havana relataram que a população enfrenta o “pior momento” devido às dificuldades após o endurecimento do bloqueio energético dos EUA, que começou no final de janeiro. O aumento dos apagões, a elevação dos preços de produtos básicos, a redução do transporte público e a diminuição da oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado são alguns dos problemas agravados nas semanas recentes. A crise energética é particularmente severa nas províncias do interior da ilha, onde os apagões podem durar quase o dia inteiro, afetando os cerca de 11 milhões de habitantes.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br


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