Coreia do Norte condena ação dos EUA na Venezuela e denuncia violação da soberania

Coreia do Norte condena ataque dos EUA à Venezuela: "Violação da soberania"

A Coreia do Norte condenou neste domingo (4) a ação dos Estados Unidos contra a Venezuela, classificando a operação como “a forma mais grave de violação da soberania nacional”. A declaração foi divulgada pela agência estatal KCNA.

Segundo a KCNA, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano afirmou que o episódio “é mais um exemplo que confirma claramente, mais uma vez, a natureza desonesta e brutal dos Estados Unidos”.

Como os EUA capturaram Nicolás Maduro em solo venezuelano

A operação que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro surpreendeu a comunidade internacional. No entanto, de acordo com fontes ouvidas pela Reuters, o planejamento de uma das ações militares mais complexas realizadas recentemente pelos Estados Unidos vinha sendo conduzido há meses e incluiu ensaios minuciosos.

Tropas de elite americanas, entre elas a Força Delta do Exército, construíram uma réplica exata do esconderijo de Maduro e treinaram repetidamente a entrada na residência fortemente fortificada.

Fontes da CIA relataram que uma pequena equipe da agência atuava discretamente na Venezuela desde agosto, coletando informações sobre a rotina e os padrões de deslocamento do líder venezuelano. Esses dados, segundo fontes da CNN e da Reuters, foram decisivos para o sucesso da operação.

Ainda segundo a Reuters, duas outras fontes afirmaram que a CIA contava com um “ativo” próximo a Maduro, responsável por monitorar seus movimentos e indicar sua localização exata no momento da execução da missão.

Com todas as etapas concluídas, o então presidente Donald Trump aprovou a operação dias antes da ação, embora assessores militares e de inteligência tenham recomendado aguardar melhores condições climáticas.

Às 22h46 de sexta-feira (2), no horário de Washington, Trump autorizou a execução final da missão, batizada de Operação Resolução Absoluta, conforme informou o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, o general Dan Caine.

Trump acompanhou a operação em tempo real, cercado por assessores, em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida. Os detalhes da ação, que se estendeu por várias horas, foram reconstruídos a partir de entrevistas com quatro fontes com conhecimento direto do caso e de informações divulgadas pelo próprio ex-presidente.

“Já fiz algumas operações muito boas, mas nunca vi nada parecido com isso”, afirmou Trump à Fox News poucas horas após a conclusão da missão.

Fonte: CNN Brasil


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