Pequim reagiu com veemência ao plano anunciado pelos Estados Unidos de direcionar até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano para Washington, medida que pode reduzir fornecimentos antes destinados à China.
Reação chinesa à decisão dos EUA
A China declarou nesta quarta-feira (7) forte oposição à decisão dos Estados Unidos de redirecionar exportações de petróleo bruto venezuelano para território americano, em detrimento de Pequim, após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar um acordo para refinar e comercializar até 50 milhões de barris retidos pela Venezuela sob o bloqueio dos EUA. Reuters
Plano dos EUA para importação de petróleo venezuelano
Na terça-feira (6), Trump afirmou que Washington fechou um acordo para importar cerca de US$ 2 bilhões em petróleo venezuelano, em um movimento que visa ampliar o abastecimento para os Estados Unidos, atualmente o maior consumidor de petróleo do mundo. Para isso, cargas que antes seriam destinadas à China poderão ser redirecionadas aos portos norte-americanos. Reuters
Defesa dos interesses chineses
Em resposta, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, declarou que os direitos e interesses legítimos de Pequim — assim como de “outros países” — na Venezuela devem ser respeitados e protegidos. Ela ressaltou que a cooperação entre China e Venezuela “é uma cooperação entre Estados soberanos” amparada pelo direito internacional e pelas legislações de ambos os países.
Pequim enfatizou que considera essencial a proteção da soberania venezuelana e advertiu contra ações que possam violar princípios internacionais de comércio e relações entre países.
Fonte: CNN Brasil
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