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HC-130J Combat King II participou de exercício militar conjunto em Campo Grande. Modelo foi utilizado no apoio à operação americana na Venezuela, mas presença no país faz parte de treinamento programado.

Uma aeronave militar dos Estados Unidos do modelo HC-130J Combat King II, utilizado no apoio à operação que resultou na captura de Nicolás Maduro na Venezuela, esteve na Base Aérea de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

A presença da aeronave foi confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Preparo.

O avião participou do Exercício Conjunto Tápio 2026, treinamento que reúne militares brasileiros e estrangeiros em simulações envolvendo busca, salvamento e apoio a operações em áreas de difícil acesso.

A informação ganhou repercussão nas redes sociais devido à ligação do modelo com a operação militar realizada pelos Estados Unidos na Venezuela em janeiro.

Há, porém, uma diferença importante entre o que está oficialmente confirmado e algumas afirmações que circulam sobre a aeronave.

É o mesmo avião que participou da captura de Maduro?

Aeronaves HC-130J Combat King II foram empregadas pelos Estados Unidos no aparato aéreo de apoio à operação que resultou na captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026.

A operação americana mobilizou mais de 150 aeronaves de diferentes tipos, segundo informações divulgadas posteriormente pelas autoridades militares dos Estados Unidos.

Um registro da Reuters mostra inclusive um HC-130J da Força Aérea dos EUA pousando em Ceiba, Porto Rico, em 3 de janeiro, depois da operação na Venezuela.

O exemplar localizado em Campo Grande foi identificado em reportagens como sendo de matrícula 12-5773.

Publicações especializadas associaram esse avião especificamente à operação realizada na Venezuela. Entretanto, as Forças Armadas dos Estados Unidos não divulgaram publicamente uma relação com as matrículas de todas as aeronaves participantes da missão.

Por isso, o que pode ser afirmado com segurança é que o modelo HC-130J esteve envolvido no apoio à operação, enquanto a participação daquele exemplar específico encontrado no Brasil não possui confirmação oficial independente.

Por que o avião americano estava no Brasil?

A presença da aeronave não está relacionada a uma nova operação militar na América do Sul.

O HC-130J participou do Exercício Conjunto Tápio 2026, realizado pela FAB em Mato Grosso do Sul.

O treinamento ocorreu entre 14 de agosto e 24 de setembro, com atividades em Campo Grande e outras localidades do estado. A aeronave americana participou da etapa relacionada a Busca e Salvamento em Combate, conhecida pela sigla C-SAR.

O exercício Tápio não surgiu neste ano. A FAB realiza treinamentos dessa natureza há vários anos e já contou anteriormente com participação de militares americanos. Documentação da própria Força Aérea registra que o exercício tem como finalidade desenvolver táticas conjuntas e treinar unidades brasileiras e de países parceiros.

Aeronave chegou ao Brasil no início de setembro

Segundo informações publicadas sobre a movimentação do avião, o HC-130J chegou à Base Aérea de Campo Grande em 9 de setembro, portanto semanas antes de a presença da aeronave ganhar maior repercussão nas redes sociais.

Com o encerramento das atividades do Tápio 2026, a comunicação da Base Aérea de Campo Grande informou que o avião já estava concluindo sua participação e iniciando o processo de saída de Mato Grosso do Sul. O horário exato e o destino posterior não foram divulgados.

O que é o HC-130J Combat King II?

O HC-130J é uma versão especializada da família Hércules destinada principalmente a busca e salvamento em combate e recuperação de pessoal.

Entre suas capacidades está o reabastecimento de helicópteros durante o voo, permitindo ampliar o alcance de aeronaves empregadas em operações de resgate.

O avião também possui equipamentos de navegação, sensores e sistemas destinados à localização de pessoas em áreas remotas ou hostis.

A Força Aérea dos Estados Unidos descreve o HC-130J como uma plataforma preparada para apoiar a localização e recuperação de pessoal a longas distâncias.

Presença não indica operação dos EUA no Brasil

A presença de uma aeronave militar americana naturalmente chama atenção, principalmente devido ao histórico recente envolvendo a Venezuela.

Mas as informações disponíveis até agora não indicam que o HC-130J esteja no Brasil para uma operação relacionada à Venezuela ou a qualquer ação militar americana em território brasileiro.

Sua presença ocorreu dentro de um exercício militar programado e realizado em cooperação com a Força Aérea Brasileira.

Essa distinção também é importante diante de conteúdos enganosos que já circularam recentemente nas redes sociais alegando desembarque de tropas americanas no Brasil. Algumas dessas publicações chegaram a utilizar imagens produzidas por inteligência artificial.

No caso do HC-130J em Campo Grande, entretanto, a presença da aeronave americana é verdadeira e foi confirmada pela FAB. O cuidado está apenas em não atribuir como fato comprovado ao exemplar específico uma participação na captura de Maduro que os Estados Unidos não confirmaram oficialmente.

Fontes e créditos: Força Aérea Brasileira (FAB), Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), Associated Press e informações complementares de veículos nacionais e regionais.

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Helicóptero com cantor Rick desaparece em Santa Catarina https://linhadiretanews.com.br/helicoptero-cantor-rick-desaparece-sc/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=helicoptero-cantor-rick-desaparece-sc https://linhadiretanews.com.br/helicoptero-cantor-rick-desaparece-sc/#respond Mon, 21 Sep 2026 22:38:37 +0000 https://linhadiretanews.com.br/?p=8571 Cantor da dupla Rick & Renner estava a bordo da aeronave que perdeu contato nesta […]

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Cantor da dupla Rick & Renner estava a bordo da aeronave que perdeu contato nesta segunda-feira (21). Equipes realizam buscas na Serra catarinense.

O cantor Rick Sollo, da dupla Rick & Renner, estava a bordo de um helicóptero que perdeu contato nesta segunda-feira (21), em Santa Catarina. A informação sobre a presença do artista na aeronave foi confirmada por sua assessoria de imprensa.

As buscas estão concentradas na região de Urubici, na Serra catarinense, área de relevo acidentado que registrou condições meteorológicas adversas ao longo do dia.

Até a última atualização desta matéria, não havia confirmação oficial de queda ou pouso forçado, nem informações confirmadas sobre o estado de saúde dos ocupantes.

Rick estava entre os ocupantes

A assessoria do cantor confirmou que Rick viajava na aeronave. O empresário e palestrante Bruno Avelar também estava no helicóptero.

Informações divulgadas ao longo da tarde indicam que a aeronave perdeu contato enquanto sobrevoava a região serrana de Santa Catarina.

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), informou que foi acionada nesta segunda-feira para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

Equipes do Corpo de Bombeiros também foram mobilizadas para a região.

Buscas se concentram na região de Urubici

A área onde ocorrem as buscas é conhecida pelo relevo montanhoso e possui pontos de difícil acesso.

As condições meteorológicas também chamaram a atenção nesta segunda-feira. A região registrou chuva e mau tempo durante o período em que a aeronave perdeu contato.

Até o momento, entretanto, não existe confirmação de que as condições climáticas tenham causado o desaparecimento da aeronave.

Esse ponto é importante porque diferentes informações começaram a circular nas redes sociais e em veículos de comunicação poucas horas depois do início das buscas.

Houve queda do helicóptero?

Ainda não é possível afirmar.

Algumas informações iniciais mencionaram uma possível queda de helicóptero na região. No entanto, não havia confirmação de que a ocorrência mencionada fosse efetivamente relacionada à mesma aeronave em que viajavam Rick e os demais ocupantes.

Outras fontes que acompanham as buscas também informaram que, até o início da noite, não havia confirmação oficial de queda nem de pouso forçado.

Por isso, o Linha Direta News trata neste momento o caso como desaparecimento/perda de contato da aeronave, até que as autoridades forneçam novas informações.

Quem é Rick

Rick Sollo é o nome artístico de Geraldo Antônio de Carvalho, cantor, compositor e produtor musical conhecido nacionalmente pela parceria com Renner.

A dupla Rick & Renner ganhou projeção principalmente a partir dos anos 1990 e se tornou um dos nomes conhecidos do sertanejo romântico brasileiro.

Além da carreira como intérprete, Rick também construiu trajetória como compositor, com músicas gravadas por diferentes artistas da música sertaneja.

O que acontece agora?

As equipes seguem trabalhando para localizar a aeronave e os ocupantes.

Como se trata de uma ocorrência em andamento, novas informações podem surgir ao longo das próximas horas.

O Linha Direta News atualizará esta matéria assim que houver confirmação oficial sobre a localização do helicóptero e a situação das pessoas que estavam a bordo.

Fontes e créditos: informações confirmadas pela assessoria de Rick e apurações divulgadas por SBT News, Record/R7 e outros veículos que acompanham as buscas.

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Bets podem retirar até R$ 141 bilhões da economia, diz estudo da USP https://linhadiretanews.com.br/bets-economia-brasileira-estudo-usp/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=bets-economia-brasileira-estudo-usp https://linhadiretanews.com.br/bets-economia-brasileira-estudo-usp/#respond Wed, 16 Sep 2026 00:06:48 +0000 https://linhadiretanews.com.br/?p=8520 Pesquisa estima que impacto das apostas sobre consumo e atividade econômica brasileira chegou a até […]

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Pesquisa estima que impacto das apostas sobre consumo e atividade econômica brasileira chegou a até 1,1% do PIB em 2025 e aponta possíveis reflexos sobre arrecadação, endividamento e desigualdade.

O avanço das apostas esportivas e dos jogos on-line no Brasil pode estar produzindo efeitos que vão muito além das perdas individuais dos apostadores.

Um estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), ligado à Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP), estima que as bets retiraram entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões da atividade econômica brasileira em 2025.

Segundo os pesquisadores, o impacto corresponde a aproximadamente 0,9% a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

O levantamento chama atenção porque analisa as apostas não apenas como uma decisão individual de consumo, mas como um fenômeno capaz de produzir reflexos sobre diferentes setores da economia.

Por que as bets podem reduzir a atividade econômica?

Quando parte da renda de uma família é destinada às apostas, esse dinheiro deixa de ser utilizado em outras despesas.

Isso pode significar menos recursos para alimentação, roupas, lazer, serviços, comércio e outras formas de consumo.

A redução dessas despesas afeta empresas que venderiam produtos e serviços às famílias.

O estudo procura medir justamente esse efeito em cadeia.

De acordo com a pesquisa, a transferência líquida considerada nas estimativas chegou a R$ 62,5 bilhões.

Quando os efeitos indiretos sobre a economia são considerados, o impacto estimado sobre a atividade econômica alcança entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões.

Impacto equivale a até metade do crescimento econômico de 2025

A dimensão dos números fica mais clara quando o impacto estimado é comparado ao crescimento da economia brasileira.

Segundo o estudo, a perda calculada corresponderia a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento econômico registrado em 2025.

Os pesquisadores afirmam que mesmo a inclusão dos empregos diretos e indiretos criados pelo setor de apostas não altera significativamente essa estimativa.

Isso não significa que o Brasil tenha perdido literalmente R$ 141 bilhões depositados em plataformas.

O valor representa uma estimativa dos efeitos que a retirada desse dinheiro do consumo teria produzido sobre o conjunto da atividade econômica.

Arrecadação também pode ser afetada

As bets geram impostos e outras receitas para o poder público.

Por outro lado, se o dinheiro destinado às apostas reduz o consumo em outros setores, o governo também deixa de arrecadar tributos que seriam gerados nessas atividades.

O estudo estima uma perda de arrecadação entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões em razão da redução da atividade econômica.

Os pesquisadores consideraram também cerca de R$ 9 bilhões arrecadados diretamente com as plataformas de apostas.

Mesmo descontando essa receita, o cálculo apresentado pelo estudo aponta um efeito líquido negativo para as contas públicas entre aproximadamente R$ 22 bilhões e R$ 46 bilhões.

Bets e endividamento das famílias

Outro ponto analisado é a possibilidade de parte das apostas estar sendo financiada por crédito.

Os pesquisadores trabalham com diferentes cenários para medir esse risco.

Em uma hipótese considerada extrema pelo próprio estudo, caso toda a transferência líquida de R$ 62,5 bilhões tivesse sido financiada por novo crédito, ela corresponderia a aproximadamente 14% do aumento do endividamento das famílias em 2025.

Isso não significa que 14% das novas dívidas dos brasileiros tenham sido comprovadamente causadas pelas apostas.

Trata-se de um cenário utilizado pelos pesquisadores para dimensionar o possível impacto caso os recursos apostados tenham origem em endividamento.

Estudo aponta possível efeito sobre desigualdade

A pesquisa também avalia os efeitos das apostas sobre a distribuição de renda.

O argumento é que a transferência de recursos das famílias para as plataformas pode aumentar a concentração de renda dependendo de quem recebe os lucros gerados pelas empresas do setor.

Nos cenários analisados, os pesquisadores estimam que esse movimento poderia elevar a concentração de renda no grupo formado pelo 1% mais rico entre 0,5% e 2,1%.

O resultado varia conforme as hipóteses utilizadas sobre o destino dos lucros das casas de apostas.

Mercado de bets passou a operar sob novas regras

O mercado regulado de apostas de quota fixa entrou em funcionamento no Brasil em 1º de janeiro de 2025.

Desde então, empresas que desejam operar nacionalmente precisam de autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Os sites autorizados em âmbito federal utilizam o domínio .bet.br.

Dados oficiais do Ministério da Fazenda mostram a dimensão alcançada pelo setor.

Em 2025, 25,2 milhões de brasileiros participaram de apostas nas empresas autorizadas, segundo relatório do próprio ministério.

O governo também arrecadou aproximadamente R$ 2,46 bilhões em taxas de natureza regulatória relacionadas ao processo de autorização das empresas.

Um debate que vai além do apostador

A pesquisa da USP acrescenta uma dimensão econômica ao debate sobre as bets no Brasil.

A discussão deixa de envolver apenas quanto cada pessoa ganha ou perde ao apostar.

Quando milhões de consumidores direcionam parte da renda para plataformas de apostas, os efeitos podem chegar ao comércio, aos serviços, ao crédito, à arrecadação pública e ao próprio crescimento econômico.

Os números apresentados pelo estudo são estimativas construídas a partir de modelos e hipóteses econômicas. Por isso, não devem ser interpretados como uma medição direta de dinheiro que desapareceu da economia.

Ainda assim, a magnitude dos valores estimados coloca um novo elemento no debate sobre o crescimento do mercado de apostas no país e seus impactos sobre as famílias brasileiras.

Fontes e créditos: Agência Brasil — Bets reduzem consumo e atividade econômica, diz pesquisa da USP; Ministério da Fazenda — Secretaria de Prêmios e Apostas.

Linha Direta News — informação com contexto e responsabilidade.

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Prédio desaba sobre casa e mata duas pessoas em SP https://linhadiretanews.com.br/predio-desaba-penha-sao-paulo/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=predio-desaba-penha-sao-paulo https://linhadiretanews.com.br/predio-desaba-penha-sao-paulo/#respond Sun, 13 Sep 2026 01:36:19 +0000 https://linhadiretanews.com.br/?p=8484 Edifício em construção caiu sobre uma residência na Penha, zona leste da capital. Obra já […]

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Edifício em construção caiu sobre uma residência na Penha, zona leste da capital. Obra já havia sido alvo de fiscalização e pedido judicial de demolição; autoridades apuram responsabilidades pelo desabamento.

Um prédio em construção desabou sobre uma residência na Rua Tequici, no bairro da Penha, zona leste de São Paulo, na madrugada deste sábado (12). Duas mulheres morreram, uma delas grávida, e equipes de resgate passaram o dia trabalhando entre os escombros em busca de outras vítimas.

O acidente aconteceu por volta das 2h, enquanto a capital enfrentava fortes chuvas. No entanto, até a noite deste sábado, a Defesa Civil afirmava não ser possível estabelecer relação entre o temporal e o desabamento. A causa do colapso ainda precisa ser determinada pelas investigações e pela perícia.

Além da dimensão da tragédia, o histórico da construção passou a ser um dos principais pontos da investigação.

Obra já havia sido alvo de ação judicial

Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de São Paulo, o imóvel já havia sido alvo de fiscalizações da Subprefeitura da Penha.

Em 2021, o município solicitou judicialmente a demolição de uma construção irregular existente no local. Antes disso, houve ordem de interdição e aplicação de multas, incluindo uma de R$ 119 mil. Uma decisão judicial também determinou a paralisação das obras depois que um pedido de alvará apresentado em 2019 havia sido indeferido.

Documentos publicados no Diário Oficial da cidade em 2021 registram autuações contra a New Home Construção, Incorporadora e Empreendimentos relacionadas ao endereço da Rua Tequici.

O histórico administrativo, porém, teve uma nova etapa nos anos seguintes.

Em 2022, foi apresentado outro projeto para o terreno. Em agosto de 2023, a prefeitura emitiu um alvará para execução de uma nova obra, mas com uma determinação expressa: a estrutura anterior deveria ser demolida.

Documento apontou que demolição havia sido realizada

Em fevereiro de 2024, uma vistoria foi feita no endereço.

De acordo com a prefeitura, um laudo assinado por uma servidora da Subprefeitura da Penha informou que a demolição havia sido realizada. A informação contribuiu para o encerramento do processo judicial, e a obra passou a contar com Alvará de Aprovação e Execução de Edificação Nova vigente.

Após o desabamento, porém, a prefeitura informou que a demolição exigida anteriormente não teria sido cumprida.

A situação abriu uma nova frente de investigação.

O prefeito Ricardo Nunes afirmou que a Controladoria-Geral do Município foi acionada para apurar o documento referente à vistoria. Segundo ele, caso sejam identificadas irregularidades, haverá apuração das responsabilidades.

A prefeitura também informou que a Guarda Civil Metropolitana participa da apuração relacionada à vistoria realizada em 2024.

Prefeitura diz que responsáveis pela construtora são procurados

Na noite deste sábado, Ricardo Nunes afirmou que a polícia buscava os proprietários da construtora New Home, responsável pela obra.

Segundo o prefeito, os responsáveis seriam pai e filho, sendo que um deles também atuaria como engenheiro responsável técnico pelo empreendimento.

Nunes afirmou que há indícios de descumprimento da determinação relacionada à demolição da estrutura anterior e declarou que a polícia pretendia dar voz de prisão aos responsáveis. Até a atualização desta matéria, porém, isso era uma declaração do prefeito sobre a atuação policial — não uma confirmação de que as prisões já haviam ocorrido.

Essa distinção é importante porque as responsabilidades pelo desabamento ainda serão objeto de investigação.

Duas mulheres morreram

As duas mortes confirmadas até a noite deste sábado são de mulheres. Uma delas estava grávida.

Um homem e uma criança também foram retirados com vida dos escombros e encaminhados para atendimento médico. Ao longo do dia, dezenas de bombeiros participaram da operação de busca e salvamento.

Na atualização divulgada no início da noite, quatro pessoas ainda eram procuradas sob os escombros: uma criança, duas mulheres e um homem.

A Defesa Civil também vistoriou a região e interditou três residências localizadas no mesmo terreno vizinho à obra.

Chuva causou o desabamento?

Ainda não é possível afirmar.

Embora o edifício tenha desabado durante o período de fortes chuvas que atingiu São Paulo, a Defesa Civil informou que não havia elementos suficientes para estabelecer uma relação entre o temporal e o colapso da estrutura.

Isso significa que atribuir neste momento o acidente exclusivamente à chuva seria precipitado.

A análise das condições estruturais do prédio, do histórico da obra, das autorizações concedidas e do cumprimento — ou não — das determinações administrativas será fundamental para esclarecer o que provocou o desabamento.

O que acontece agora?

As buscas por vítimas permaneciam como prioridade das equipes de emergência na noite deste sábado.

Paralelamente, diferentes frentes de apuração devem esclarecer as responsabilidades pelo acidente.

A Polícia Civil deverá investigar as circunstâncias do desabamento e a eventual responsabilidade dos responsáveis pela construção. A prefeitura também abriu uma frente interna relacionada à documentação da obra e à vistoria que registrou como realizada uma demolição que, segundo a administração municipal, não teria ocorrido.

A perícia será essencial para determinar tecnicamente o que levou a estrutura ao colapso.

Até que essas investigações avancem, é necessário separar três fatos: o prédio desabou durante um período de chuva intensa; havia um histórico de irregularidades e medidas administrativas envolvendo a construção; mas a causa técnica do desabamento ainda não foi oficialmente determinada.

O Linha Direta News acompanha o caso e atualizará as informações caso haja mudanças no número de vítimas, conclusão das buscas ou novos dados das investigações.

Compartilhe esta matéria e acompanhe o Linha Direta News para receber as principais notícias do Brasil com informação e contexto.

Fonte e créditos: informações da Prefeitura de São Paulo reproduzidas pela CNN Brasil, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e registros do Diário Oficial da Cidade de São Paulo.

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Megaoperação mira mercado ilegal de celulares em SP https://linhadiretanews.com.br/mercado-ilegal-celulares-roubados/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=mercado-ilegal-celulares-roubados https://linhadiretanews.com.br/mercado-ilegal-celulares-roubados/#respond Thu, 10 Sep 2026 16:11:24 +0000 https://linhadiretanews.com.br/?p=8456 Operação Frank Mobile investiga uma cadeia que começa no roubo ou furto e passa por […]

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Operação Frank Mobile investiga uma cadeia que começa no roubo ou furto e passa por desbloqueio, adulteração e revenda de aparelhos; saiba como verificar a procedência de um celular antes da compra.

Uma megaoperação realizada nesta quinta-feira (10) em São Paulo e Goiás tenta desarticular uma estrutura suspeita de transformar celulares roubados e furtados em produtos aparentemente regulares para voltar ao mercado.

Batizada de Operação Frank Mobile, a ação é resultado de cerca de dois anos de investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, com participação das forças de segurança estaduais.

A Justiça autorizou 84 mandados de busca e apreensão e sete de prisão temporária, além do bloqueio de mais de R$ 5 milhões em bens e valores.

Mais de 1,7 mil agentes foram mobilizados. Até a manhã desta quinta-feira, mais de 10 mil celulares e peças haviam sido apreendidos, além de dinheiro e outros equipamentos.

A investigação busca atingir não apenas quem pratica o roubo ou furto, mas toda a estrutura que permite que um aparelho de origem criminosa seja desbloqueado, adulterado, desmontado ou colocado novamente à venda.

Como funcionaria a cadeia do celular roubado

Segundo as investigações, o esquema teria diferentes etapas e divisão de funções.

A primeira começa nas ruas, em grandes eventos ou no trânsito, onde celulares são furtados ou roubados.

Em seguida, os aparelhos seriam rapidamente repassados para receptadores, reduzindo o tempo em que permanecem com quem realizou diretamente o crime.

Em furtos ocorridos durante shows e grandes aglomerações, por exemplo, investigadores identificaram a atuação de pessoas responsáveis por selecionar vítimas e retirar os aparelhos, enquanto outros integrantes fariam o recolhimento e transporte dos celulares.

A investigação também identificou aparelhos relacionados a roubos mediante grave ameaça e casos em que criminosos quebram vidros de veículos para retirar os telefones.

Depois dessa primeira etapa, começa uma parte mais sofisticada da cadeia.

Criminosos tentariam acessar contas das vítimas

Uma das descobertas da investigação envolve técnicos especializados em tentar desbloquear os aparelhos.

Esses operadores buscariam contornar mecanismos de segurança, redefinir senhas e acessar informações armazenadas no telefone ou em serviços de nuvem.

Quando obtêm acesso aos dados da vítima, os criminosos podem tentar entrar em aplicativos bancários, realizar transferências via Pix, contratar empréstimos ou utilizar outros serviços financeiros.

Isso ajuda a explicar por que o prejuízo provocado pelo roubo de um smartphone pode ir muito além do valor do próprio aparelho.

O telefone atualmente concentra fotografias, documentos, conversas, contas de e-mail, aplicativos financeiros e mecanismos utilizados para recuperação de senhas.

Por isso, proteger o acesso ao aparelho tornou-se tão importante quanto tentar recuperar fisicamente o celular.

IMEI pode ser adulterado

Outra etapa investigada envolve oficinas e técnicos que supostamente trabalhariam na adulteração dos aparelhos.

Componentes como placas, carcaças e telas podem ser substituídos. Os investigadores também apontam tentativas de alteração do IMEI, código numérico utilizado para identificar individualmente um aparelho celular.

O IMEI funciona, em termos simples, como uma espécie de identificação do telefone.

Segundo o Ministério da Justiça, ele possui 15 dígitos e pode ser utilizado para verificar se existem alertas de roubo, furto ou extravio relacionados ao aparelho.

A investigação da Operação Frank Mobile aponta que aparelhos adulterados poderiam voltar ao mercado inteiros ou ser desmontados para comercialização de componentes.

Também é investigada a participação de empresas que supostamente emitiriam documentos para dar aparência de legalidade aos produtos.

Comércio no centro de São Paulo entrou no radar

Parte importante das investigações concentra-se na região central da capital paulista.

Aparelhos rastreados pelas próprias vítimas levaram investigadores repetidamente a endereços da região da Rua Guaianases, Santa Ifigênia, 25 de Março e outros pontos de comércio de eletrônicos.

Na Rua Guaianases, por exemplo, levantamentos policiais encontraram mais de 500 ocorrências envolvendo celulares em pouco mais de dois anos.

Segundo as investigações, determinados locais apresentavam maior concentração de aparelhos provenientes de furtos em eventos e grandes aglomerações, enquanto outros apareciam associados a roubos violentos e furtos em veículos.

Isso não significa, evidentemente, que todos os comerciantes dessas regiões atuem irregularmente. A investigação se concentra em pessoas, empresas e estabelecimentos específicos identificados durante as apurações.

Mais de 250 mil celulares foram roubados ou furtados em SP

A dimensão desse mercado ajuda a explicar a operação.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública citados nas reportagens sobre o caso apontam que 254.447 celulares foram roubados ou furtados no estado de São Paulo em 2025.

A capital paulista, sozinha, respondeu por aproximadamente 20% dos registros desse tipo ocorridos no país naquele ano.

Para as autoridades, combater apenas quem pratica o roubo não resolve completamente o problema.

Enquanto existir um mercado disposto a comprar, adulterar, desmontar e revender aparelhos de origem criminosa, o celular continuará tendo valor para quem pratica o crime.

A estratégia da operação, portanto, é atingir também a estrutura econômica que estaria por trás dessa cadeia.

Vai comprar celular usado? Consulte o IMEI

A operação também serve de alerta para quem pretende comprar um smartphone usado.

Antes de fechar negócio, o consumidor pode verificar gratuitamente se o aparelho possui registro de roubo, furto ou extravio.

O Ministério da Justiça mantém uma consulta integrada ao Cadastro Nacional de Celulares com Restrição, que reúne informações do programa Celular Seguro, da Anatel e de boletins de ocorrência registrados no país.

Para fazer a verificação é necessário conhecer o IMEI.

Uma das maneiras mais simples de descobrir o número é abrir o discador do telefone e digitar:

*#06#

O número também pode estar na caixa original ou em documentos relacionados ao aparelho.

Celulares com mais de um chip podem possuir mais de um IMEI. Nesse caso, todos devem ser consultados.

Compare o IMEI do aparelho com a caixa e a nota fiscal

Há outra precaução importante.

A Anatel recomenda verificar se o IMEI exibido pelo telefone corresponde ao número existente na caixa, na etiqueta do aparelho ou na nota fiscal.

Se os números forem diferentes, existe a possibilidade de o dispositivo ter sido adulterado.

Ao comprar um aparelho usado, também é recomendável desconfiar de preços muito abaixo do mercado, vendedores que não conseguem explicar a procedência do produto ou situações em que não existe documentação mínima da compra.

A nota fiscal e outros comprovantes também podem ser importantes para proteger o consumidor caso posteriormente seja identificada alguma irregularidade.

E se eu descobrir que comprei um celular roubado?

Se o consumidor comprou de boa-fé um aparelho posteriormente identificado como irregular, a orientação da Anatel é procurar o estabelecimento responsável pela venda.

A agência informa que consumidores que compraram aparelhos irregulares sem conhecimento dessa condição possuem proteção prevista pelo Código de Defesa do Consumidor.

Por isso, manter nota fiscal, garantia e outros documentos relacionados à compra é especialmente importante.

Nas compras realizadas fora de estabelecimento comercial — como pela internet ou telefone — o consumidor também possui, nas condições previstas pelo Código de Defesa do Consumidor, prazo de sete dias para exercer o direito de arrependimento.

Celular Seguro ajuda a bloquear aparelho e contas

Consulta de celular pelo IMEI para verificar roubo ou furto

Quem tiver o telefone roubado, furtado ou perdido pode utilizar o programa Celular Seguro, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A plataforma permite registrar o ocorrido e solicitar medidas relacionadas ao bloqueio do aparelho, da linha telefônica e de contas mantidas em instituições participantes.

O sistema também permite consultar gratuitamente se um aparelho possui restrições antes da compra.

As informações alimentam uma base nacional utilizada também pelas forças de segurança.

O que acontece agora?

O material apreendido na Operação Frank Mobile será analisado pelos investigadores.

A apuração deverá buscar novas conexões entre responsáveis pelos roubos e furtos, receptadores, técnicos, empresas e comerciantes suspeitos de participar da cadeia.

Além das prisões e buscas, as medidas de bloqueio financeiro tentam atingir justamente a rentabilidade desse mercado.

As suspeitas ainda estão sob investigação, e as medidas judiciais não representam condenação dos envolvidos.

Para o consumidor, entretanto, o caso deixa uma orientação que continuará válida depois que a operação sair das manchetes: antes de comprar um celular usado, verificar a procedência e consultar o IMEI pode evitar que uma aparente oportunidade se transforme em prejuízo.


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Fonte e créditos: matéria elaborada pelo Linha Direta News com informações do Ministério Público de São Paulo, forças de segurança do Estado de São Paulo, Ministério da Justiça e Segurança Pública, Anatel, Jovem Pan, Folha de S.Paulo e UOL.

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Decretos assinados pelo governo federal ampliam a proteção do consumidor, combatem compras automatizadas de ingressos, reforçam a meia-entrada e estabelecem acesso gratuito à água em eventos com mais de mil pessoas.

Quem costuma enfrentar filas virtuais, taxas pouco claras ou dificuldades para conseguir ingressos de grandes eventos terá novas regras para se apoiar. O governo federal publicou nesta segunda-feira (31) dois decretos que alteram as regras para comercialização e revenda de ingressos e ampliam a proteção do público em eventos abertos.

As medidas têm dois focos principais: combater práticas abusivas na venda de ingressos, incluindo o chamado cambismo digital, e garantir acesso à água potável em grandes eventos. As novas normas regulamentam dispositivos do Código de Defesa do Consumidor e da legislação da meia-entrada.

O que muda para quem compra ingressos

Uma das principais mudanças é a obrigação de apresentar o preço total do ingresso e as taxas cobradas de forma clara desde as primeiras etapas da compra.

Também fica proibida a inclusão automática de serviços ou cobranças adicionais sem que o consumidor seja previamente informado e concorde com a contratação.

As regras valem para vendas presenciais e pela internet, incluindo bilheterias, sites, aplicativos e outros canais. Eventos esportivos abrangidos pela Lei Geral do Esporte ficam fora dessa regulamentação específica.

Combate ao cambismo digital

O decreto determina que empresas responsáveis pela venda direta adotem mecanismos para impedir compras em grande quantidade com finalidade abusiva ou especulativa.

Isso inclui operações realizadas por robôs, programas automatizados e outros sistemas capazes de adquirir grandes quantidades de ingressos rapidamente.

A medida pretende reduzir uma prática que pode retirar grandes lotes de ingressos do alcance do consumidor comum e posteriormente colocá-los à venda por valores superiores.

As empresas também deverão adotar mecanismos para garantir a autenticidade, a segurança e o rastreamentos dos ingressos.

Filas virtuais terão novas regras

As plataformas que utilizarem filas virtuais deverão fornecer informações mais claras ao consumidor.

Entre elas estão:

  • posição do consumidor na fila;
  • número estimado de pessoas à frente;
  • tempo aproximado de espera;
  • informações sobre a etapa de compra.

Durante a etapa de pré-compra, o ingresso deverá permanecer reservado temporariamente pelo período necessário para que o consumidor conclua a operação. Nesse intervalo, o preço e as taxas informados não poderão ser alterados.

A medida busca reduzir uma das situações mais comuns em grandes vendas online: o consumidor conseguir chegar à etapa de pagamento e descobrir que o ingresso ou suas condições de compra mudaram.

Revenda de ingressos mais transparentes

Novas regras ampliam a proteção do consumidor em grandes eventos.

As plataformas que trabalham com revenda ou intermediação terão que deixar claro que não são o canal oficial de venda.

Quando o ingresso for anunciado por valor superior ao preço original, essa diferença deverá ser informada de maneira destacada ao consumidor.

Outra novidade é a possibilidade de transferência gratuita de titularidade por meio da plataforma oficial ou de sistema disponibilizado pelo responsável pela venda.

Meia-entrada ganha novas proteções

O decreto também reforça o direito à meia-entrada.

Serão consideradas abusivas práticas que dificultem ou reduzam o acesso ao benefício, como:

  • limitar a quantidade de ingressos de meia-entrada;
  • criar obstáculos tecnológicos ou cadastrais excessivos;
  • impor dificuldades operacionais desproporcionais;
  • cobrar taxas que dificultem o acesso ao benefício.

Ingressos promocionais também não poderão ser utilizados para compor o percentual legal destinado à meia-entrada.

As empresas responsáveis pela venda direta deverão informar a quantidade total de ingressos disponibilizados, incluindo os destinados à meia-entrada. Até 30 dias depois do evento, deverão divulgar o percentual de entradas vendidas nessa modalidade.

Compras pela internet terão direito de arrependimento

Outra mudança relevante envolve o consumidor que compra ingresso pela internet.

O decreto determina que as compras online estarão sujeitas ao direito de arrependimento previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor.

As empresas deverão disponibilizar um canal específico, claro e de fácil acesso para o cancelamento.

Em situações de cancelamento, adiamento ou alteração relevante do evento, o consumidor poderá optar, conforme as condições previstas na regulamentação, pela nova data, por crédito para utilização futura ou pelo reembolso integral dos valores pagos.

Eventos com mais de mil pessoas deverão oferecer água gratuitamente

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O segundo decreto trata de uma questão diferente, mas igualmente importante: o acesso à água potável durante grandes eventos.

Eventos abertos ao público com previsão de mais de 1 mil pessoas deverão disponibilizar água potável gratuitamente, por meio de pontos de distribuição ou bebedouros.

A regra vale para eventos realizados tanto em locais abertos quanto fechados e inclui atividades como:

  • shows;
  • festivais;
  • congressos;
  • conferências;
  • feiras;
  • outros eventos públicos.

O público também deverá poder entrar no evento com água para consumo pessoal, observadas as condições de segurança aplicáveis ao local.

A regra depende de calor?

Não.

Esse é um ponto importante.

A nova regulamentação estabelece um critério baseado no tamanho do público, e não exclusivamente na ocorrência de temperaturas elevadas.

Assim, eventos que ultrapassem o limite estabelecido deverão garantir acesso à água mesmo quando não houver uma situação excepcional de calor.

Quando as novas regras começam a valer?

Aqui é preciso fazer uma distinção.

As regras não entram todas em vigor exatamente no mesmo momento.

Segundo o Ministério da Justiça, a maior parte das disposições relacionadas à venda de ingressos passa a valer com a publicação do decreto, enquanto alguns dispositivos específicos entram em vigor 20 dias depois.

Já as regras sobre acesso gratuito à água em eventos com mais de mil pessoas entram em vigor 30 dias após a publicação.

Essa diferença é importante porque evita a interpretação de que todas as obrigações já podem ser cobradas imediatamente.

Por que o governo criou essas medidas?

A regulamentação procura enfrentar problemas que se tornaram frequentes na comercialização de ingressos para eventos muito procurados.

Entre eles estão a compra automatizada de grandes quantidades de entradas, a revenda especulativa, a falta de transparência sobre taxas, dificuldades para acessar a meia-entrada e problemas nas filas virtuais.

Segundo o Ministério da Justiça, a regulamentação foi estruturada em três eixos principais: combate ao cambismo digital, transparência nas relações de consumo e garantia da meia-entrada.

A medida sobre água, por sua vez, estabelece uma proteção específica para o público durante a realização dos eventos.

O que acontece agora?

A partir da entrada em vigor das novas regras, empresas de venda e revenda de ingressos terão que adaptar procedimentos, plataformas e mecanismos de controle.

A fiscalização poderá envolver os órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. As empresas também deverão manter dados detalhados das vendas por pelo menos dois anos, permitindo a verificação do cumprimento das regras quando houver justificativa.

Para o consumidor, a principal mudança será ter mais informações antes de finalizar uma compra e mais mecanismos de proteção diante de cancelamentos, revendas abusivas e dificuldades de acesso à meia-entrada.

Nos grandes eventos, haverá ainda uma garantia adicional: o acesso à água potável.

Em resumo: o que muda para o consumidor?

SituaçãoNova regra
Preço do ingressoValor total e taxas devem ser informados claramente
Taxas adicionaisNão podem ser incluídas automaticamente sem concordância
Compra por robôsEmpresas devem adotar mecanismos contra compras massivas e especulativas
Fila virtualConsumidor deve receber informações sobre posição e tempo estimado
RevendaPlataforma deve informar que não é o canal oficial e destacar eventual valor acima do preço original
TransferênciaDeve ser possível transferir gratuitamente a titularidade
Meia-entradaPráticas que dificultem artificialmente o benefício são consideradas abusivas
Compra onlineAplicam-se regras sobre direito de arrependimento
Evento cancelado/adiadoHá opções de nova data, crédito ou reembolso, conforme a regulamentação
Eventos com mais de mil pessoasDeverão oferecer acesso gratuito à água potável
Entrada com águaConsumidores poderão levar água para consumo pessoal, observadas regras de segurança

Perguntas frequentes

Os novos decretos valem para shows?

Sim. As regras alcançam diferentes tipos de eventos abertos ao público, incluindo shows, festivais, congressos, conferências e feiras. As regras de venda de ingressos não se aplicam aos eventos esportivos abrangidos pela legislação específica do setor.

Eventos com mais de mil pessoas terão que fornecer água de graça?

Sim. Eventos enquadrados no critério de público superior a mil pessoas deverão garantir acesso gratuito à água potável.

Posso levar minha própria água?

A nova regra permite a entrada do público com água para consumo pessoal, respeitadas as condições de segurança estabelecidas para cada evento.

O consumidor poderá cancelar uma compra de ingresso feita pela internet?

As compras online estarão sujeitas ao direito de arrependimento previsto no Código de Defesa do Consumidor, e as empresas deverão disponibilizar um canal específico e de fácil acesso para o cancelamento.

As regras já estão todas valendo?

Não. A entrada em vigor varia conforme a disposição. A maior parte das regras sobre ingressos começa com a publicação, alguns dispositivos entram em vigor 20 dias depois e as regras sobre água entram em vigor 30 dias após a publicação.


Fontes: Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério da Cultura e Agência Brasil.

Linha Direta News acompanha as mudanças que afetam diretamente o consumidor e continuará atualizando esta informação conforme forem divulgadas orientações complementares sobre a aplicação das novas regras.

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