Vice-presidente afirma que Brasil busca ampliar exportações e destaca papel reduzido da Venezuela no comércio exterior sul-americano
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (6) que, apesar da Venezuela deter grandes reservas de petróleo, um eventual aumento nas vendas do produto dependerá de investimentos estruturais e não poderá ser implementado “em 24 horas”.
Alckmin fez a declaração durante coletiva em que comentou os dados da balança comercial brasileira e as perspectivas do setor exportador para este ano.
Venezuela tem pouca relevância no comércio com o Brasil
O ministro destacou que, na atualidade, o fluxo comercial entre Brasil e Venezuela é modesto, com o país vizinho respondendo por uma parcela pequena da movimentação econômica sul-americana. Segundo Alckmin, a Venezuela foi responsável por cerca de US$ 838 milhões em exportações brasileiras em 2025, com US$ 349 milhões em importações desse mercado — totalizando uma corrente de comércio próxima a US$ 1,2 bilhão.
“Nós torcemos pela Venezuela, que ela possa se recuperar, que ela possa crescer e possa aumentar a sua exportação e a sua importação. Todo mundo torce para que o país possa se recuperar”, afirmou Alckmin.
Ele também lembrou que, historicamente, a Venezuela já foi uma economia expressiva na América do Sul, mas reiterou que o país hoje não tem grande impacto no comércio exterior brasileiro.
Brasil mira expansão das exportações e pré-sal
Na mesma coletiva, o vice-presidente mencionou que as exportações brasileiras devem crescer em 2026, impulsionadas pela exploração das reservas do pré-sal e pela ampliação de mercados internacionais.
Alckmin destacou que o Brasil projeta uma balança comercial forte no ano, com perspectivas positivas para produtos como minério de ferro, soja, carne e açúcar, além de potencial aumento nas vendas de petróleo brasileiro graças ao pré-sal.
Investimento e tempo são fatores essenciais
Ao tratar especificamente do caso venezuelano, o ministro ponderou que, apesar das reservas de petróleo, a simples disponibilidade de matéria-prima não garante incremento imediato nas exportações. Para ampliar a produção e a venda de petróleo venezuelano, segundo ele, é necessário investimento e infraestrutura, fatores que demandam tempo e não podem ser resolvidos “rapidamente”.
Fonte: CNN Brasil
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