Arquivo de Educação | Linha Direta News https://linhadiretanews.com.br/category/educacao/ Portal de Noticias Sat, 26 Sep 2026 12:41:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://i0.wp.com/linhadiretanews.com.br/wp-content/uploads/2025/12/cropped-Design-sem-nome-37.png?fit=32%2C32&ssl=1 Arquivo de Educação | Linha Direta News https://linhadiretanews.com.br/category/educacao/ 32 32 251077985 Indaiatuba abre vagas para oficinas de economia criativa https://linhadiretanews.com.br/oficinas-gratuitas-indaiatuba-criarte/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=oficinas-gratuitas-indaiatuba-criarte https://linhadiretanews.com.br/oficinas-gratuitas-indaiatuba-criarte/#respond Sat, 26 Sep 2026 01:52:01 +0000 https://linhadiretanews.com.br/?p=8611 Criarte oferece formação em Paperscraft, Bordados Livres e Modelagem de Roupa. Atividades desenvolvem habilidades manuais […]

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Criarte oferece formação em Paperscraft, Bordados Livres e Modelagem de Roupa. Atividades desenvolvem habilidades manuais e, em algumas áreas, podem abrir caminhos para geração de renda.

Moradores de Indaiatuba e interessados em desenvolver novas habilidades têm até 30 de setembro para se inscrever em oficinas oferecidas pelo Criarte – Espaço de Economia Criativa.

As novas turmas incluem Paperscraft, Bordados Livres e Modelagem de Roupa, com atividades destinadas a pessoas a partir de 16 anos. As inscrições são realizadas pelo Portal da Cultura de Indaiatuba e as vagas são limitadas.

Além do aprendizado artístico e manual, parte das atividades também pode representar uma oportunidade para quem procura adquirir conhecimentos que posteriormente possam ser utilizados profissionalmente ou como fonte complementar de renda.

Quais oficinas estão disponíveis?

A oficina de Paperscraft ensina uma técnica de criação de esculturas e modelos tridimensionais utilizando papel.

São 15 vagas, divididas em duas turmas aos sábados: uma das 8h às 10h e outra das 10h às 12h.

Já a oficina de Bordados Livres oferece 10 vagas, com encontros às quartas-feiras, das 19h às 21h.

Além das técnicas e pontos de bordado, a proposta inclui o aperfeiçoamento das habilidades dos participantes e a possibilidade de utilização desse conhecimento em atividades capazes de gerar renda.

A terceira opção é Modelagem de Roupa, com 15 vagas e aulas às sextas-feiras, das 19h às 21h.

Os participantes aprenderão desde a retirada de medidas até o desenvolvimento de moldes-base, acompanhando o processo que transforma uma ideia em molde e posteriormente em uma peça de roupa.

Uma habilidade também pode se transformar em renda

Costura, modelagem, bordado e trabalhos manuais não precisam necessariamente permanecer apenas como atividades de lazer.

Dependendo do conhecimento adquirido, da qualidade do trabalho e da existência de demanda, essas habilidades podem ser utilizadas para produção sob encomenda, personalização de peças, pequenos reparos, criação de produtos artesanais ou até para iniciar uma atividade profissional.

O próprio programa do Criarte tem como proposta estimular a economia criativa, aproximando cultura, conhecimento técnico e possibilidades de desenvolvimento profissional. Documentos municipais sobre o espaço incluem áreas como artes manuais, design autoral, costura criativa e moda sustentável, com conteúdos relacionados também a comercialização e empreendedorismo.

Para quem pensa em transformar uma habilidade em fonte de renda, porém, aprender a técnica é apenas o começo. Antes de investir em equipamentos ou grandes quantidades de material, é importante conhecer o público, calcular custos, testar a aceitação dos produtos e entender quanto o consumidor está disposto a pagar.

Materiais ficam por conta dos participantes

Um ponto importante para quem pretende fazer a inscrição é que os materiais utilizados nas oficinas deverão ser adquiridos pelos próprios alunos.

A lista necessária será apresentada no primeiro dia de cada atividade.

Portanto, apesar da oportunidade de capacitação, o participante deve considerar que haverá despesas com os materiais utilizados durante o aprendizado.

Como fazer a inscrição?

As inscrições começaram em 21 de setembro e permanecem abertas até 30 de setembro, por meio do Portal da Cultura de Indaiatuba.

As vagas são limitadas e a disponibilidade pode mudar conforme as inscrições forem realizadas.

Portal da Cultura de Indaiatuba

Serviço

Oficinas do Criarte – Indaiatuba

Público: pessoas a partir de 16 anos
Inscrições: até 30 de setembro
Local das oficinas: Criarte – Espaço de Economia Criativa
Endereço: Rua Dom Pedro I, 41 – Cidade Nova I, Indaiatuba

Paperscraft: sábados, das 8h às 10h ou das 10h às 12h — 15 vagas no total

Bordados Livres: quartas-feiras, das 19h às 21h — 10 vagas

Modelagem de Roupa: sextas-feiras, das 19h às 21h — 15 vagas

Quem tiver interesse deve verificar a disponibilidade no momento da inscrição, já que o número de participantes é limitado.

Fontes e créditos: informações oficiais da Prefeitura de Indaiatuba e do Portal da Cultura de Indaiatuba.

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Ceprocamp ainda tem vagas para cursos gratuitos em Campinas https://linhadiretanews.com.br/cursos-gratuitos-ceprocamp-campinas/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=cursos-gratuitos-ceprocamp-campinas https://linhadiretanews.com.br/cursos-gratuitos-ceprocamp-campinas/#respond Thu, 24 Sep 2026 23:10:03 +0000 https://linhadiretanews.com.br/?p=8601 Formações de qualificação profissional incluem Desenvolvimento de Aplicativos, Inglês, Logística e Funções de Escritório. Matrículas […]

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Formações de qualificação profissional incluem Desenvolvimento de Aplicativos, Inglês, Logística e Funções de Escritório. Matrículas são presenciais e as vagas são preenchidas por ordem de chegada.

Quem está procurando uma oportunidade para aprender uma nova profissão, atualizar conhecimentos ou melhorar o currículo ainda pode encontrar cursos gratuitos de qualificação profissional em Campinas.

O Centro de Educação Profissional de Campinas (Ceprocamp) informou que ainda restam vagas em formações nas áreas de Tecnologia, Idiomas, Logística e Funções de Escritório.

As turmas estão distribuídas entre cinco unidades da instituição: Centro, Ouro Verde, Satélite Íris, Campo Grande e Campo Belo.

As matrículas são gratuitas, realizadas presencialmente e seguem a ordem de chegada. Por isso, quem tiver interesse deve verificar os requisitos do curso escolhido e procurar a unidade onde pretende estudar enquanto houver disponibilidade.

Quais cursos ainda têm vagas?

Na atualização divulgada pela Prefeitura de Campinas, permaneciam disponíveis vagas para cursos de:

  • Desenvolvimento de Aplicativos
  • Inglês
  • Logística
  • Funções de Escritório

A oferta inicial deste ciclo era de 342 vagas em 12 opções de formação. Na atualização de 23 de setembro, aproximadamente 41% desse total já havia sido preenchido.

Como o preenchimento ocorre por ordem de chegada, a quantidade disponível pode diminuir ao longo dos próximos dias.

Cursos têm duração aproximada de dez semanas

As formações fazem parte da modalidade de qualificação profissional.

São cursos de curta duração voltados ao desenvolvimento de habilidades específicas que podem ser utilizadas no mercado de trabalho. Segundo a Prefeitura, a duração estimada das formações é de dez semanas.

Esse formato pode ser interessante tanto para quem procura o primeiro emprego quanto para trabalhadores que desejam acrescentar uma nova competência ao currículo ou buscar oportunidades em outra área.

Como fazer a matrícula

A inscrição não é feita pela internet.

O interessado deve comparecer presencialmente à unidade do Ceprocamp onde pretende estudar.

Segundo a orientação divulgada pela Prefeitura, é necessário apresentar:

documento de identidade, comprovante de endereço e comprovante de escolaridade.

Os pré-requisitos podem variar de acordo com o curso escolhido.

O portal de serviços da Prefeitura também recomenda consultar previamente as informações específicas da formação desejada.

Onde fazer a inscrição

As vagas estão distribuídas por diferentes regiões de Campinas.

A unidade CEPROCAMP fica na Avenida 20 de Novembro, 145, Centro. Para este processo de matrícula, o atendimento informado pela Prefeitura ocorre das 9h às 19h.

O Ceprocamp – Centro Cultural José Alves fica na Avenida Professor Mário Scolari, 91, Cidade Satélite Íris, com matrículas das 9h às 19h.

A unidade FUMEC Descentralizada Campo Grande funciona na Rua Edson Luiz Rigonatto, 1.343, Jardim Santa Clara. Para as matrículas desta oferta, o horário divulgado é das 9h às 19h.

Já a FUMEC Descentralizada “Ouro Verde” está na Rua Armando Frederico Renganeschi, 61, Jardim Cristina, dentro do Horto Shopping, no Terminal Ouro Verde. As inscrições desta oferta são realizadas das 9h às 17h.

Por fim, o CEPROCAMP “Campo Belo” fica na Rua Doutor Ademir Cubero Ruano, s/nº, Jardim Campo Belo, com matrículas das 9h às 19h.

Qualificação pode abrir novas possibilidades

Cursos de curta duração não garantem contratação, mas podem ajudar quem precisa adquirir conhecimentos específicos, atualizar o currículo ou entrar em contato com uma nova área profissional.

Para quem está desempregado, busca o primeiro emprego ou pretende mudar de atividade, a gratuidade também reduz uma das barreiras para começar uma capacitação.

O mais importante é escolher uma formação que tenha relação com os objetivos profissionais de cada pessoa e aproveitar o período do curso para desenvolver conhecimentos que possam ser demonstrados posteriormente em processos seletivos.

Serviço

Cursos gratuitos de qualificação profissional do Ceprocamp

Inscrições: presenciais, enquanto houver vagas
Valor: gratuito
Duração estimada: cerca de dez semanas
Documentos: identidade, comprovante de endereço e comprovante de escolaridade
Locais: unidades Centro, Satélite Íris, Campo Grande, Ouro Verde e Campo Belo
Critério: vagas preenchidas por ordem de chegada

Consulte as informações e o edital do Ceprocamp

Como as vagas são preenchidas continuamente, é recomendável confirmar a disponibilidade do curso desejado antes de se deslocar até a unidade.

Fontes e créditos: Prefeitura Municipal de Campinas e Fundação Municipal para Educação Comunitária (Fumec/Ceprocamp).

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Além das redes sociais: profissões técnicas abrem caminhos para quem busca uma carreira https://linhadiretanews.com.br/rascunho-automaticocursos-profissionalizantes-carreira/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=rascunho-automaticocursos-profissionalizantes-carreira https://linhadiretanews.com.br/rascunho-automaticocursos-profissionalizantes-carreira/#respond Thu, 17 Sep 2026 12:18:16 +0000 https://linhadiretanews.com.br/?p=8537 Inteligência artificial e digitalização estão transformando o trabalho, mas o mercado continua precisando de profissionais […]

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Inteligência artificial e digitalização estão transformando o trabalho, mas o mercado continua precisando de profissionais capazes de projetar, instalar, construir, reparar e operar. Para os jovens, a qualificação profissional pode abrir caminhos que vão muito além de se tornar influenciador ou criador de conteúdo.

Para muitos jovens, internet virou sinônimo de oportunidade profissional.

YouTube, TikTok, Instagram, streaming, marketing digital e criação de conteúdo realmente criaram novas formas de trabalhar e gerar renda. São atividades legítimas e que movimentam uma economia cada vez maior.

Mas o mercado de trabalho é muito mais amplo.

Enquanto algumas profissões ganham enorme visibilidade nas redes sociais, empresas continuam procurando pessoas qualificadas para atividades técnicas, industriais e tecnológicas — algumas delas profundamente transformadas justamente pela digitalização.

Dados do Mapa do Trabalho Industrial 2025–2027, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), estimam que o Brasil terá necessidade de formar ou atualizar profissionalmente cerca de 14 milhões de trabalhadores no período.

O número ajuda a mostrar uma realidade que nem sempre aparece na tela do celular: aprender uma profissão continua sendo uma alternativa concreta para construir uma carreira.

O mercado não precisa apenas de profissionais de tecnologia

Quando se fala sobre o futuro do trabalho, é comum imaginar programadores, especialistas em inteligência artificial e outras carreiras essencialmente digitais.

Essas áreas realmente estão crescendo. Mas elas representam apenas parte da transformação.

Segundo o levantamento da CNI, cinco áreas concentram 52% da demanda prevista por formação profissional entre 2025 e 2027: Logística e Transporte, Construção, Operação Industrial, Metalmecânica e Manutenção e Reparação.

A necessidade estimada de formação profissional nessas áreas é expressiva:

ÁreaDemanda por formação até 2027
Logística e Transporte3,35 milhões
Construção1,47 milhão
Operação Industrial1,32 milhão
Metalmecânica1,18 milhão
Manutenção e Reparação987 mil

Esses números incluem tanto pessoas que precisam ingressar qualificadas nessas ocupações quanto trabalhadores que precisarão atualizar conhecimentos.

Em São Paulo, Logística e Transporte, Metalmecânica, Operação Industrial, Construção e Tecnologia da Informação devem concentrar 61% da demanda futura por formação profissional no estado, segundo a CNI.

E onde entra a inteligência artificial?

A inteligência artificial não deve ser ignorada — mas também não precisa ser encarada apenas como uma ameaça.

O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, estima que 39% das habilidades atualmente utilizadas pelos trabalhadores serão transformadas ou poderão se tornar desatualizadas entre 2025 e 2030.

Ao mesmo tempo, inteligência artificial, big data, redes, cibersegurança e alfabetização tecnológica estão entre as competências que mais crescem em importância.

Isso aponta para uma mudança importante.

Em muitas profissões, a tecnologia não simplesmente elimina o profissional. Ela modifica como o trabalho é realizado.

Um projetista pode trabalhar com softwares 3D.

Um marceneiro pode utilizar projeto digital, máquinas automatizadas e plano de corte computadorizado.

Um eletricista pode precisar entender sistemas inteligentes e automação.

Um profissional de manutenção pode trabalhar com equipamentos cada vez mais eletrônicos e conectados.

O próprio relatório do Fórum Econômico Mundial destaca que, nas ocupações em crescimento que continuam exigindo habilidades manuais, as empresas procuram maior especialização combinada com conhecimento tecnológico e capacidade de resolver problemas. Entre os exemplos estão projetistas técnicos, técnicos de engenharia, mecânicos, reparadores de máquinas e profissionais ligados à instalação de energia solar.

Projetar móveis também se tornou uma profissão digital

O setor de móveis é um bom exemplo dessa transformação.

Antes de uma chapa de MDF ser cortada ou um móvel chegar à casa do cliente, pode existir um processo completamente digital: levantamento de medidas, desenvolvimento do projeto, modelagem 3D, apresentação ao cliente, detalhamento técnico, orçamento e planejamento da produção.

Isso abriu espaço para atividades que combinam conhecimento de marcenaria, design e tecnologia.

O Mapa do Trabalho Industrial 2025–2027 estima uma demanda de aproximadamente 180 mil formações profissionais na área de Madeira e Móveis entre 2025 e 2027, considerando formação inicial e atualização de trabalhadores.

E esse é justamente um exemplo de profissão que pode começar a ser aprendida utilizando o computador.

Um vídeo demonstrando como um projeto de móveis é desenvolvido em software pode ajudar o leitor a visualizar algo que números não mostram: profissões tradicionais também incorporaram ferramentas digitais.

O objetivo aqui é apresentar uma possibilidade profissional real e mostrar, na prática, como tecnologia e conhecimento técnico podem trabalhar juntos.

Curso profissionalizante ou faculdade?

Não precisa ser uma escolha entre um e outro.

Existem carreiras que exigem formação superior regulamentada. Outras permitem começar por cursos de qualificação ou formação técnica e posteriormente avançar nos estudos.

Para um jovem que ainda não sabe qual carreira seguir, um curso profissionalizante pode ter uma vantagem importante: permitir contato relativamente rápido com uma atividade antes de assumir um compromisso educacional mais longo.

É possível descobrir se existe afinidade com elétrica, mecânica, programação, desenho técnico, marcenaria, manutenção, logística ou dezenas de outras áreas.

A formação também não precisa terminar no primeiro certificado.

A tendência apontada pelos estudos sobre o futuro do trabalho é justamente a aprendizagem contínua.

A internet também pode ser uma escola

Existe ainda uma mudança de perspectiva importante.

A mesma internet utilizada para entretenimento e redes sociais pode servir para descobrir profissões.

É possível assistir a uma aula introdutória, conhecer o trabalho de um profissional, pesquisar instituições de ensino, comparar cursos e entender como determinada atividade funciona antes de investir tempo e dinheiro nela.

O cuidado é separar conteúdo educativo de promessas de enriquecimento rápido.

Desconfie de cursos que garantem emprego, renda elevada ou sucesso profissional em pouco tempo. Antes de pagar, procure saber quem oferece a formação, qual é o conteúdo programático, a carga horária, a reputação da instituição e se aquela profissão exige alguma certificação ou habilitação específica.

O futuro pode ser digital e técnico ao mesmo tempo

Criar conteúdo pode ser uma carreira. Programar também. Assim como projetar móveis, instalar sistemas elétricos, trabalhar com manutenção, construir, soldar, operar equipamentos ou atuar em logística.

A questão não deveria ser convencer jovens a abandonar o mundo digital.

Talvez seja justamente o contrário: mostrar que o mundo digital pode ser usado para descobrir, aprender e aperfeiçoar uma profissão.

A inteligência artificial provavelmente continuará transformando tarefas e ocupações. Isso torna a qualificação ainda mais importante, não menos.

Em um mercado no qual ferramentas mudam rapidamente, saber fazer alguma coisa bem — e continuar aprendendo a fazê-la melhor com novas tecnologias — pode continuar sendo uma das formas mais consistentes de construir uma carreira.

Fontes e créditos

Conteúdo elaborado pelo Linha Direta News com dados do Mapa do Trabalho Industrial 2025–2027, produzido pelo Observatório Nacional da Indústria/CNI, e do Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial.

Informação também abre caminhos

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Pisa 2025: Brasil avança, mas educação ainda enfrenta grande defasagem https://linhadiretanews.com.br/brasil-pisa-2025-resultados/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=brasil-pisa-2025-resultados https://linhadiretanews.com.br/brasil-pisa-2025-resultados/#respond Wed, 09 Sep 2026 01:47:02 +0000 https://linhadiretanews.com.br/?p=8442 Brasil está entre os dez países que mais avançaram desde 2006, mas estudantes continuam abaixo […]

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Brasil está entre os dez países que mais avançaram desde 2006, mas estudantes continuam abaixo da média da OCDE em matemática, leitura e ciências.

O Brasil conseguiu reduzir parte da distância que separa seus estudantes daqueles dos países mais desenvolvidos nas últimas duas décadas, mas os resultados do Pisa 2025 mostram que o país ainda enfrenta um desafio considerável para elevar a aprendizagem.

Os dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), divulgados nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), colocam o Brasil entre os países que mais avançaram desde 2006 nas três áreas avaliadas.

Na comparação internacional de evolução, o país aparece na 7ª posição em leitura e matemática e na 8ª em ciências, considerando uma lista de mais de 50 países.

O resultado positivo, entretanto, precisa ser analisado com cautela.

Apesar do avanço observado no período mais longo, as notas brasileiras de 2025 ficaram praticamente no mesmo nível das registradas em 2022. Além disso, o desempenho continua inferior à média da OCDE nas três disciplinas.

Brasil reduz distância em relação à OCDE

Os estudantes brasileiros alcançaram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências no Pisa 2025.

Quando os resultados são comparados aos de 2006, a redução da distância para a média da OCDE aparece nas três áreas.

Em leitura, a diferença caiu de 102 para 58 pontos. Em matemática, passou de 131 para 92 pontos. Em ciências, diminuiu de 113 para 77 pontos.

Os números mostram que houve uma aproximação no longo prazo, mas não significam que o Brasil já esteja próximo dos níveis de aprendizagem observados nas economias de melhor desempenho.

Matemática continua sendo um dos maiores desafios

Os dados de proficiência ajudam a mostrar o tamanho dessa dificuldade.

Apenas 28% dos estudantes brasileiros atingiram pelo menos o nível 2 em matemática, considerado pelo Pisa um patamar básico de proficiência. Na média da OCDE, esse percentual chegou a 65%.

Nos níveis mais elevados de matemática — níveis 5 ou 6 — praticamente nenhum estudante brasileiro alcançou o desempenho esperado, enquanto a média da OCDE foi de 8%.

Em ciências, aproximadamente 48% dos brasileiros chegaram ao nível 2 ou superior, contra 74% na média da OCDE.

Em leitura, 49% alcançaram pelo menos esse nível, enquanto a média da organização foi de 69%.

Isso significa que a discussão sobre o Pisa não pode ficar restrita à posição brasileira em um ranking. Uma questão central é quantos jovens conseguem utilizar aquilo que aprenderam para interpretar textos, resolver problemas e compreender situações científicas do cotidiano.

Avanço de longo prazo não significa melhora recente

Esse é um dos pontos mais importantes para interpretar corretamente os resultados divulgados nesta terça-feira.

Quando a comparação começa em 2006, o Brasil apresenta uma evolução relevante em relação a diversos participantes.

Quando o recorte é mais recente, entretanto, o cenário muda.

Segundo a OCDE, as médias brasileiras de 2025 ficaram praticamente iguais às de 2022 em matemática, leitura e ciências. A organização observa ainda que os resultados permaneceram próximos dos níveis registrados nas avaliações realizadas desde 2015.

Portanto, é possível dizer que o país reduziu sua distância no longo prazo, mas também enfrenta atualmente um período de relativa estagnação nos indicadores.

Desigualdade socioeconômica aparece dentro da sala de aula

O Pisa também revelou uma diferença expressiva relacionada às condições socioeconômicas dos estudantes.

No Brasil, os 25% de alunos em situação socioeconômica mais favorecida superaram os 25% menos favorecidos em 96 pontos em ciências.

Na média dos países da OCDE, essa diferença foi de 85 pontos.

Entre 2015 e 2025, a desigualdade de desempenho entre esses dois grupos aumentou no Brasil. O desempenho dos estudantes favorecidos melhorou, enquanto o resultado dos estudantes em situação desfavorável permaneceu estável.

O dado reforça um problema histórico da educação brasileira: melhorar a média nacional não depende apenas do currículo ou das escolas, mas também da capacidade de reduzir desigualdades que afetam as condições de aprendizagem.

Alunos que valorizam a escola apresentam desempenho melhor

O levantamento também investigou como os estudantes enxergam a própria educação.

No Brasil, aqueles que percebem maior valor na escola e discordam da ideia de que estudar seja uma perda de tempo apresentaram desempenho em ciências 35 pontos superior ao dos estudantes com percepção oposta.

Na média da OCDE, essa diferença foi de 27 pontos.

O dado não significa que simplesmente gostar da escola seja responsável pela diferença de desempenho. Diversos fatores sociais, familiares e educacionais interferem na aprendizagem.

Ainda assim, o resultado mostra uma associação importante entre envolvimento com a educação e desempenho escolar.

Professores recebem avaliação positiva, mas indisciplina preocupa

Outro conjunto de dados oferece uma visão interessante sobre o cotidiano das escolas brasileiras.

Segundo os estudantes, 82% afirmaram que seus professores demonstram interesse pela aprendizagem de cada aluno na maioria das aulas de ciências. Na média da OCDE, o percentual foi de 69%.

Além disso, 78% disseram que os professores continuam ensinando até que os alunos compreendam o conteúdo.

Por outro lado, o ambiente das aulas ainda apresenta dificuldades.

Cerca de 44% dos estudantes brasileiros relataram que barulho e desordem interrompem a maior parte ou todas as aulas de ciências, percentual superior aos 31% registrados na média da OCDE.

E 25% disseram não conseguir trabalhar bem na maioria ou em todas as aulas da disciplina.

Faltas também chamam atenção

Um dos resultados mais preocupantes está relacionado ao absenteísmo.

Cerca de 55% dos estudantes brasileiros disseram ter faltado pelo menos um dia de aula nas duas semanas anteriores à aplicação do Pisa.

Na média da OCDE, esse percentual foi de 22%.

Além disso, 53% dos brasileiros relataram ter perdido pelo menos uma aula no mesmo período.

Embora esses dados sejam baseados nas respostas dos próprios estudantes e precisem ser interpretados dentro do contexto de cada sistema educacional, a diferença chama atenção para um problema que vai além do conteúdo ensinado: o estudante precisa estar efetivamente presente para aprender.

Entenda o que é o Pisa

O Pisa avalia estudantes de aproximadamente 15 anos e procura medir mais do que a capacidade de memorizar conteúdos.

As questões analisam se os jovens conseguem aplicar conhecimentos e habilidades para solucionar problemas e enfrentar situações do cotidiano.

Em 2025, ciências foi a principal área da avaliação, enquanto matemática e leitura foram domínios secundários.

A edição também incluiu uma avaliação relacionada à aprendizagem no mundo digital e à resolução de problemas utilizando ferramentas computacionais.

Ao todo, mais de 760 mil estudantes de 91 países e economias participaram da edição de 2025.

No Brasil, foram avaliados 30.140 estudantes de 1.053 escolas, representando aproximadamente 2,18 milhões de jovens de 15 anos. As provas brasileiras foram realizadas entre abril e maio de 2025.

O que os resultados dizem sobre a educação brasileira?

O Pisa 2025 permite duas conclusões que podem parecer contraditórias, mas não são.

A primeira é positiva: quando observado um período de quase duas décadas, o Brasil conseguiu reduzir a distância em relação à média das economias desenvolvidas.

A segunda funciona como alerta: o desempenho recente praticamente não avançou e uma parcela elevada dos estudantes ainda não alcança níveis básicos de proficiência, principalmente em matemática.

O desafio agora é transformar a evolução de longo prazo em melhoria consistente dentro das salas de aula — especialmente para os estudantes socialmente mais vulneráveis.

Mais do que subir posições em comparações internacionais, o objetivo central continua sendo garantir que os jovens brasileiros terminem a educação básica sabendo interpretar informações, raciocinar matematicamente e utilizar conhecimentos científicos diante dos problemas que encontrarão fora da escola.


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Fonte e créditos: matéria elaborada pelo Linha Direta News com dados oficiais do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa 2025), divulgados pela OCDE e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

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